quarta-feira, 26 de setembro de 2018

10/09/2018 - Palmeiras 1x0 ORCRIM

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Receberíamos a escória do país mais uma vez em nossa casa após o inominável evento de 08 de abril de 2018, que jamais deverá ser esquecido. Todo e qualquer confronto frente a Organização Criminosa deve ser tratado como uma batalha contra o que há de errado, de sujo, de nojento, em qualquer aspecto. Mais que uma partida, uma questão de honra, de moral.

Ainda assim, dada a aproximação da semifinal da Copa do Brasil, Felipão mandou novamente a campo o time modificado, novamente com Thiago Santos e Felipe Melo protegendo a zaga mas com Lucas Lima e Hyoran armando o meio, com Dudu aberto e Deyverson na área.

A arbitragem é sempre algo a parte e não merece comentários - é chover no molhado. O jogo, truncado, teve poucas chances, mas o Palmeiras foi superior durante toda a partida. As principais chances do primeiro tempo aconteceram apenas nos últimos dez minutos, com bom tiro de Hyoran (que passou por todos dentro da área) e cabeçada de Deyverson após cruzamento de Dudu. O baixinho ainda quase fez o dele no último lance, mas o zagueiro fortuitamente atrapalhou e fomos com o empate para o intervalo.

Felipão recuou Melo e pôs Moisés no lugar de Thiago Santos, abrindo Hyoran. Aos oito, DOIS PÊNALTIS não marcados, no mesmo lance, em Deyverson e em Marcos Rocha, mas nada foi marcado. O sangue ferveu, mas não houve tempo para nervosismo: Marcos Rocha foi ao ataque e serviu Deyverson, que brigou e pôs pra dentro. Explosão no Palestra Italia!

Animado, o Palmeiras continuou sendo muito superior e atacava com competência. Foram diversas investidas que por pouco não mataram o jogo. Dudu fez uma jogada magistral, puxou para o meio e carimbou o travessão. Um pecado! Felipão mandou William no lugar de Deyverson, e com o fim do jogo se aproximando, mandou Jean no lugar de Hyoran. O apito amigo tentou ajudar em lances isolados e ao dar quatro minutos de acréscimo, mas o domingo era nosso: fim de jogo, e mais uma vitória contra a escória do futebol e da humanidade.








05/09/2018 - Palmeiras 2x0 Atlético-PR

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro


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Após a sofrida classificação na Libertadores, o Palmeiras viajou a Chapecó para vencer o time local por 2x1 e encostar nos líderes do campeonato. Mais uma vez com o time reserva, nesta partida pré-feriado, o Palmeiras recebeu o regular adversário para se consolidar entre os primeiros e criar um clima de confiança para o derby do final de semana seguinte.

Com Prass no gol, Mayke e Victor Luis nas laterais e Moisés no comando pelo meio, o time sofreu para furar a defesa adversária, que veio fechada. A dupla de voltantes Thiago e Felipe não se encontrou, e poucas jogadas chegavam até Moisés - acionávamos as laterais com Dudu e William diretamente, com pouco resultado. Borja seguia isolado no ataque. Mesmo com alguma pressão recebida, as jogadas foram inertes de ambos os lados e o jogo foi para o intervalo.

Felipão mandou Bruno Henrique no lugar de Thiago Santos, que passou a fazer a ligação entre defesa e ataque, jogando mais próximo de Moisés. O time melhorou, mas o adversário se adaptou e o jogo voltou a ficar travado. Claro que esta intensidade os cansaria, e o Palmeiras passou a mandar na partida. Aos 25, o gol: Deyverson (que substituíra Borja) fez um bonito passe para William, que invadiu a área e abriu o placar.

Só dava Palmeiras, e buscávamos matar o jogo com uma série de finalizações, que passavam muito perto ou paravam na boa atuação do goleiro. Já nos acréscimos o juiz inventou uma falta, nossa defesa afastou e armou o contra-ataque. William marcaria seu segundo quando foi derrubado pelo goleiro. Pênalti, que Moisés converteu e fechou o placar.

Seguimos com chances em todas as competições, e com cada vez mais confiança, rodando elenco e com o apoio da torcida. Que a boa fase continue!








domingo, 23 de setembro de 2018

30/08/2018 - Palmeiras 0x1 Cerro Porteño (PAR)

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Taça Libertadores da América



Após uma boa vitória por dois a zero no Paraguai, ambos os gols de Borja, o Palmeiras teria uma missão relativamente fácil para garantir a classificação para as quartas-de-final. Era, no entando, noite de Libertadores, imprevisível por definição, e o nervosismo já atacava horas antes da partida.

Fui num lugar diferente, desta vez. Além do 'esquenta' no restaurante do Marcos Costi, o locutor oficial do Allianz, fui pela primeira vez aos camarotes do estádio - bem no meio do campo, na verdade. Foi uma boa experiência, ver as 'entranhas' do Allianz, pasar pelo restaurante panorâmico, e ter uma excelente visão de jogo. Claro que algo se perde, falta aquela sensação de estar na arquibancada, mas foi uma bem vinda variação.

Felipão pôs o time bem fechado (dois volantes a frente, um lateral apenas recuado e a zaga titular), com Moisés armando pelo meio e Dudu e William flutuando, com Borja de centro-avante. Mas não houve tempo de testar o esquema: com apenas três minutos de partida Felipe Melo entrou de sola e foi expulso, Sem alterações, o Palmeiras se fechou e se armou para os contra-ataques, já que depois de analisar a situação o adversário veio pra cima. Quem teve a melhor oportunidade de abrir o placar, no entanto, foi o Palmeiras, com uma bola que Dudu pôs colocada mas que o zagueiro tirou em cima da linha.

O segundo tempo voltou ainda sem mudanças, mas no primeiro lance houve um choque de cabeças e o jogador paraguaio teve que ser retirado de ambulância. O jogo ficou parado por quase dez minutos, o que renderia acréscimos ao final, tornando tudo ainda mais sofrido. O nervosismo tomou ares de tragédia quando, no lance seguinte após o retorno, um jogador paraguaio tentou cruzar a bola já quase perdida, na bandeira do escanteio, e ela pegou uma curva absurda, e entrou no ângulo de Weverton. Um lance absurdo, raríssimo, que tinha que acontecer contra nós.

William, após quase marcar um golaço que foi defendido pelo goleiro adversário, foi substituído por Deyverson, que entrou muito bem e não perdia uma bola aérea, seja no ataque ou na defesa. Os paraguaios vieram pra cima, aproveitando o cansaço de nossos jogadores que tinham que cobrir o campo todo com um amenos, e nossa defesa se virava como podia. Perto do fim dos 45 regulamentares, confusões tomaram conta do jogo: primeiro um repórter devolveu uma bola rapidamente, e os gandulas foram tirar satisfações. "Não importa o que diga..."

Depois, Deyverson sofreu forte falta no ataque e caiu espetacularmente. Levantou e começou a fazer gestos de incentivo para a torcida, e os paraguaios foram para cima. Mesmo evitando a briga, Deyverson não parou de acenar e acabou expulso por "incitar a violência" - ao menos ele também tirou um do outro lado. Dudu foi responsável por segurar a bola no ataque, em jogadas individuais, sofrendo faltas, e aos 53 minutos(!) o juiz acabou a partida. Classificação garantida, e de bom tiramos que o time consegue se segurar sobre grande pressão, ainda mais com o apoio da torcida.