Após vitória fora de casa, o Palmeiras buscava manter-se na cola dos líderes e iniciar uma sequência de vitórias. O início foi avassalador, com o Palmeiras esmagando o adversário, chegando ao gol em dez minutos: William serviu Diogo Barbosa que carimbou a trave, para que Luis Adriano marcasse por puro oportunismo no rebote. Como de (irritante) costume, o time esfriou e tentou cadenciar a partida, cedo demais. Nada além de alguns lances de perigo para cada lado, até o fim do primeiro tempo.
O cenário parecia inverso ao início do segundo tempo, com o adversário pressionando nos primeiros dez minutos. O perigo era crescente, mas em contra ataque Dudu serviu Luis Adriano, que marcou o segundo. Nocauteado, nada restou ao adversário senão esperar o apito final, mas logo após o gol saiu o terceiro. Desta vez foi Marcos Rocha quem cruzou na cabeça de Luis Adriano, que fechou seu triplete e o placar do jogo.
Após a vitória no clássico, o Palmeiras vinha de um empate fora de casa, buscado após estarmos perdendo de um a zero, na partida que por muitos era considerada a mais difícil da reta final. Um dos adversários diretos teve um pênalti 'suspeito' a seu favor no último minuto, mas a derrota do outro adversário fez com que a folga na liderança fosse ainda de cinco pontos.
O Palmeiras tinha que fazer sua lição de casa, na véspera do campeonato, e Felipão mandou a campo o que tinha de melhor, com Thiago Santos fazendo a proteção à zaga e Lucas Lima no comando do ataque, tendo à frente William, Dudu e Borja. O time dominou completamente o acuado adversário que veio pra empatar ou perder de pouco, e teve sua única descida ao ataque já na parte final do primeiro tempo. Mas aos 40, William escorou cruzamento de Diogo Barbosa (que fez linda jogada) e Borja aproveitou pra abrir o placar.
Ainda dominante, o Palmeiras administrou o jogo no segundo tempo, buscando aumentar o placar mas sem dar espaços. William, cansado, deu lugar a Scarpa, e dominamos o meio campo. Já encaminhando-se à etapa final, Felipão mandou Felipe Melo no lugar de Lucas Lima, e ele marcou um golaço no lance seguinte: Scarpa levantou na área, e após um bate-rebate Melo acertou um belo chute, de primeira, no ângulo, inapelável!
Ainda havia tempo para mais um: nova cobrança de falta de Scarpa, e Luan desta vez apareceu para testar para as redes, com direito a comemoração com homenagem à esposa grávida. Dudu saiu para a antrada de Jean, e foi só esperar o fim do jogo e comemorar. Grande vitória, que deixa os adversários com o pé atrás e com o clima de "já era". A torcida já canta que o deca vem aí. Foco, ainda restam doze pontos, e embora possamos levantar a taça já na próxima rodada contra o lanterna não há nada ganho ainda. Seguimos!
"Eu vou beber, beber até cair... o deca vem aí, o deca vem aí..." :-D
Continuando com seus testes - claramente utilizando o Brasileiro como uma estécie de pré-temporada tardia - Cuca optou por deixar Thiago Santos no banco e voltar Felipe Melo à volância, retornando também Zé Roberto e Jean ao time titular. Logo no início de jogo um gol com a cara de 2016: Zé Roberto cobrou lateral, William cabeceou pra trás e Guerra (insisto, o melhor do time já há tempos) abriu o placar.
Buscando a vitória e, com ela, o fim da oscilação, o Palmeiras levou algum tempo para se acertar em campo, permitindo que o adversário empatasse em jogada que envolveu a defesa. Cuca inverteu Jean com Tchê Tchê, o que já ensaiava há algumas partidas, fechando o meio e permitindo maior apoio ao ataque. Depois de insistir algumas vezes, voltamos à frente no placar: o criticado Roger Guedes se livrou de dois na lateral do campo e foi à linha de fundo, tocando pra trás para a finalização de Keno. Ainda deu tempo para uma excelente defesa de Prass antes do intervalo.
Na volta, jogo nervoso e com arbitragem ruim. Poderíamos ter matado a partida em diversos lances, mas com as modificações (Cuca lançou Thiago Santos, Fabiano e Michel Bastos nos lugares de Jean, Felipe Melo e Keno) ambas as equipes perderam o ritmo, fazendo com que as jogadas de perigo fossem mais raras. Já nos acréscimos, porém, Prass fez uma defesa incrível após falha defensiva, e no contra-ataque Roger Guedes venceu a marcação na velocidade para marcar o seu e definir o placar.
Atuação consistente e resultado merecido. Que estejamos encontrando o caminho e que o time demonstre a mesma vontade nas próximas partidas.
Véspera de feriado então tive alguma dificuldade para chegar ao Palestra, mas nada que me impedisse. Esperávamos ver o Palmeiras retomar o bom futebol da estreia, depois de ter perdido algum moral após a derrota fora de casa. O primeiro tempo não teve grandes destaques, e o time sofreu com a discreta atuação de Cleiton Xavier na armação das jogadas. Vimos muitas ligações diretas dos volantes ou laterais mais recuados para os dois pontas Roger Guedes e Gabriel Jesus, mas sem grande perigo.
No segundo tempo a armação passou a ser comandada por Moisés, que substituiu Egídio, e por Dudu, que assumiu parte do espaço do meio. Alecsandro entrou no lugar de Xavier e passou a jogar fixo na área, puxando a marcação para a descida dos pontas. O Palmeiras ganhou mais volume de jogo e velocidade, e em dois minutos marcou dois gols: Vitor Hugo finalizou após cobrança de falta de Dudu, e no lance seguinte Alecsandro completou cruzamento de Jean para fechar o placar.
Se não foi uma apresentação de gala, ficou claro que o Palmeiras tem muito mais variações táticas do que imaginado - e olha que o Cuca nem no banco de reservas estava por causa da expulsão na rodada anterior. Se os fatores extra-campo não nos prejudicarem, acredito que o time esteja caminhando para brigar por boas posições no campeonato e, por que não, sonhar com o título.
Na próxima semana, contra o Grêmio, desfalcarei a torcida por estar em viagem de trabalho. Devo retornar ao Palestra apenas no dérbi, que deve ser (se tudo der certo) meu primeiro no novo estádio.
Noite de decisão, mais uma, e o clima não poderia ser melhor antes do jogo (veja no vídeo abaixo). Eu, confesso, estava preocupado com tudo, desde o gramado (depois de DOIS shows seguidos no fim de semana anterior), a possibilidade de levarmos gols (o primeiro jogo fora 2x1 pra eles), até as reclamações do juiz na imprensa desde o primeiro jogo... enfim, tensão total! Era sabido que durante toda a partida os dois times estariam "a um gol" da classificação, e qualquer coisa poderia acontecer.
Mesmo com muitos retornando de lesão o Palmeiras foi muito melhor no primeiro tempo, com o time encaixado com Robinho na criação e o volante recém promovido da base Matheus Sales em partida perfeita. A preocupação era com os laterais, Zé Roberto e Lucas, que poderiam entregar a qualquer momento. Eles, no entanto, tiveram o apoio de Amaral, Victor Hugo e Jackson, o trio que atuou muito bem, como há muito não se via.
Seguro, o Palmeiras abriu o placar aos 13 com Barrios, após cruzamento de Robinho. Pouco depois, pênalti em Gabriel Jesus - lance que não vimos porque estávamos sob o bandeirão, ainda na comemoração do gol. Zé cobrou para a defesa de Cavalieri, não conseguiu concluir no rebote, mas Barrios chegou pra colocar pra dentro e aumentar. O Palmeiras foi melhor no primeiro tempo, mas não soube se arrumar no segundo com as mudanças do adversário, levando um gol num contra-ataque bobo.
Lentamente o jogo arrastou-se para o fim, com direito a gol verde (bem) anulado no último minuto de jogo, e um milagre de Fernando Prass no último segundo de jogo. A vaga seria decidida nos pênaltis: Rafael Marques soltou um canhão no ângulo, indefensável. Levamos o empate, e em seguida Jackson converteu o segundo. Fernando Prass defendeu de forma espetacular, e Cristaldo não perdoou abrindo 3x1. Depois de um chute bizonho por cima do gol, Allione converteu o dele fechando o placar e nos dando a classificação. E, também registrado no vídeo, ninguém queria ir embora do Palestra...
Gravei um breve vídeo com três cenas da torcida, durante o pré-jogo na Rua Turiassu (agora Palestra Italia) e após a classificação, nas arquibancadas:
Após a derrota pra o Figueirense no domingo anterior o Palmeiras perdeu seu técnico, sendo comandado nesta partida por Alberto Valentim. O time foi montado com a base de Osvaldo de Oliveira, mas com algumas alterações devidas a suspensões e retornos. O time, no entanto, demonstrou uma grande apatia no primeiro tempo, e acabou castigado com um gol que saiu após um ataque despretensioso do Fluminense e uma falha coletiva de toda a defesa. Com sorte, ainda conseguimos empatar no último lance do primeiro tempo.
O segundo tempo teve outra história. Com a estréia de Alecsandro o Palmeiras voltou a jogar com um centroavante, fazendo com que a defesa adversária colocasse não um mas dois marcadores em seu pé (no primeiro tempo era apenas um sobre Cleiton Xavier). As estatísticas não mentem: o Palmeiras esmagou o Fluminense em termos de posse de bola, finalizações, passes e volume de jogo. A coisa ficou mais favorável após a expulsão de um jogador do adversário, e teria sido uma pena não termos virado.
Mesmo após grande pressão o gol da virada veio apenas nos últimos minutos de partida. Egídio cobrou falta muito próxima da área (foto abaixo), o goleiro rebateu e Cristaldo se endireitou todo pra cabecear... na trave! Não deu tempo nem de sentir o braço formigar com o enfarte: a bola voltou pra ele que, de canela, marcou o gol que selou a primeira vitória em casa neste Brasileiro.