Jogando uma vez mais em casa, o Palmeiras conseguiu emplacar a terceira vitória seguida e segue no topo da tabela. Após um primeiro tempo bastante sonolento, já nos acréscimos um bate-rebate na área resultou no gol da partida, de Bruno Henrique, que chegou finalizando. E foi só.
O segundo tempo trouxe alguns lances de perigo - William perdeu um gol sem goleiro e Dudu quase 'causa' um gol contra - mas o adversário, inerte, só trouxe perigo nos acréscimos do jogo. Fim de papo e mais uma vitória em casa.
Foi um longo hiato graças a uma sequência de jogos fora e também compromissos profissionais. O Palmeiras vinha de eliminação da Copa do Brasil contra este mesmo adversário no meio da semana, e embora não tenha feito as melhores partidas foi bizarramente prejudicado pela arbitragem, que anulara um gol legítimo no último lance do primeiro jogo da semifinal. Com foco renovado na Libertadores (com nova partida no meio da semana) e no Pacaembu (o Palestra recebia o show do terno Andrea Bocelli), Felipão mandou novamente a campo o time dito "alternativo", mas que vem conseguindo importantes resultados no Brasileiro.
Sob forte calor, o Palmeiras começou o jogo com grande intensidade contra o adversário também com time misto, e criou jogadas pela direita com Marcos Rocha e explorou o meio com Lucas Lima e Hyoran. O principal articulador, no entanto, foi Dudu, que inverteu posições e se apresentou muito durante todo o primeiro tempo. Após um pênalti claro não marcado para o Palmeiras, o ritmo forte das duas equipes diminuiu, e o gol saiu na metade da etapa após bola parada: Dudu cobrou escanteio e Lucas Lima emendou de primeira, contando ainda com o desvio no zagueiro para matar o goleiro.
O Palmeiras tinha domínio da partida, mas a arbitragem fez questão de equilibrar as coisas: Gomez matou uma bola com o braço, a dois metros de distância da linha da grande área, mas o juiz marcou pênalti, convertido pelo adversário. A torcida morreu, o time se enervou, o clima ficou tenso. A vontade foi de desistir, sair do estádio, tentar esquecer. Recebíamos mais um recado de que não vale a pena atuar da maneira correta. O time pôs a cabeça no lugar, no entanto, e diminuiu o desgosto após boa jogada pela direita com Marcos Rocha, que terminou com o cruzamento de Dudu na cabeça de Hyoran, que marcou o segundo. Os juízes foram para o intervalo sob gritos de 'vergonha'.
Pouco depois do retorno William Bigode entrou no lugar de Dudu. O Palmeiras voltou muito forte e engoliu o adversário, criando diversas chances que pararam no goleiro ou em desarmes no último toque. Mas após boa jogada entre Deyverson e William o zagueiro tentou um carrinho para cortar e bateu a mão na bola. Pênalti, convertido por Gustavo Gomez, que marcou seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras.
Houve ainda alguns lances de discusão, entradas um pouco mais fortes, reflexos da partida do meio da semana. Mas o jogo estava definido e o Palmeiras saiu com os três pontos que o levaram à liderança do campeonato, também pela combinação de resultados das partidas da tarde.
O baixíssimo nível técnico e os recorrentes tropeços dos rivais diretos nos permitiram uma arrancada nas três rodadas anteriores. Ocupávamos aqui a segunda posição na tabela, com chances reais de assumir a liderança já na próxima rodada dependendo apenas de nossas próprias forças. Nossas forças, no entanto, bateram de frente com a do juiz que, inacreditavelmente, anulou um gol legítimo que decretaria a nossa virada.
Logo de cara, no entanto, uma bobagem nos fez ficar atrás do placar: uma bola longa resultou em um cruzamento pra área. Juninho, talvez pelo pé trocado, tentou explodir mas acabou chutando pra trás, matando Prass. O time não se abateu, ao que nos pareceu, e emendou uma sequência de ataques que, embora pouco efetivos, pautaram o ritmo da partida. Depois de muitas tentativas pelas laterais, Egídio cruzou e Dudu tentou gol de letra. O goleiro deu rebote e Borja, oportunista, encheu o pé pra empatar.
Só dava Palmeiras, ataque contra defesa, e em bola recuperada Keno disparou e tentou encobrir o goleiro, perdendo chance incrível - a bola saiu por cima. Logo depois, foi a vez de Dudu disparar e ter tudo para marcar, mas preferiu tocar pra Keno - o passe foi cortado, e a bola foi para escanteio. Na cobrança, o lance capital: Borja subiu e marcou, mas o juiz deu falta do colombiano. Não vale nem a pena comentar, é só ver o vídeo aí em baixo.
Sem mudanças, o segundo tempo começou com correria alviverde mas com o adversário também um pouco mais ligado. Depois de levarmos um susto em uma reposição de Prass, tivemos duas boas oportunidades com Keno e Jean, mas acabamos levando o segundo: em novo vacilo da defesa, Mayke não cortou um lançamento e Juninho perdeu o tempo, deixando o adversário sozinho para invadir a área e colocar por cima de Prass.
Valentim pôs Roger Guedes no lugar de Jean, mas o time - ainda batendo cabeça pelo novo posicionamento pela pressão de estar novamente atras no placar - quase leva o terceiro, em nova bola enfiada que deixou o adversário sozinho. Desta vez, Mayke conseguiu tirar. Na vontade, o Palmeiras passou a exercer uma pressão insuportável, um verdadeiro bombardeio. Tentando aproveitar melhor as bolas na área Valentim pôs Deyverson no lugar do Keno. Finalmente, após um lateral o cruzamento de Dudu encontrou Borja na área, que dominou e bateu "meio de voleio". Um golaço!
Injustamente, a pressão final do Palmeiras não deu resultado e a partida terminou com o empate. Placar injusto, dadas as circuntâncias, mas permanecemos vivos, no domingo tem dérbi e ele será o fator determinante de nossas pretensões no campeonato. Convenhamos, para quem há poucos dias tinha dúvidas da classificação para a Libertadores, estar em nossa situação é mais que gratificante.
O Palmeiras recebeu um tradicional adversário na partida de ida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, repetindo os confrontos que teve em 2015, quando levamos o tricampeonato. O ano de 2017, que já havia nos trazido partidas memoráveis decididas nos últimos segundos, nos trouxe mais uma noite difícil de esquecer.
Uma escalação inicial 'estranha', em meio a desfalques (lesão e impossibilidade de inscrição no tornei) e outros retornando de contusão e com duvidoso ritmo de jogo. Foi assim que o Palmeiras entrou e prensou o adversário logo de cara, dando a impressão de que bravemente abriria o placar. Guerra fez linda jogada e por muito pouco não fez um golaço antes dos cinco minutos. Mas o oportunismo dos contra-ataques, falhas individuais e desorganização do meio-de-campo permitiram que fôssemos para o intervalo com nada menos que TRÊS gols atrás no placar. O time reagiu à troca de Fabiano por Egídio, pôs a bola no chão e se articulou, mas só nos restava torcer por um segundo tempo espetacular com uma reação digna de Palmeiras.
E ela veio! Guerra, lesionado, deu lugar a Borja: Dudu passou a armar o jogo, com Guedes e William nas pontas. E o Palmeiras começou com tudo, prensando o adversário e não o deixando respirar, até que marcou o primeiro antes dos dez minutos com Dudu, após bola espirrada do chute de Zé Roberto. Logo depois, William quase marcou de bicleta, exigindo grande defesa do goleiro. Mas não teve jeito: o Verde chegou ao segundo gol aos 15 minutos, novamente com Dudu, que recebeu lindo passe de Borja e tocou na saída do goleiro.
O estádio estremeceu, a torcida (que não parou de incentivar mesmo com o 3x0) entrou em campo, e a pressão não parou. Em mais cinco minutos, o empate: cobrança de falta, bate-rebate na área, e William acertou um belo chute, indefensável. Os adversários, boquiabertos, fizeram o que lhe restavam: cera, catimba, retranca. Esfriaram o jogo porque sentiram o momento do Palmeiras, e embora tenham assustado em contra-ataque foi o time de verde que teve mais chances de sair com a vitória. Keno entrou no lugar de Roger Guedes e tentou jogadas pelos flancos, mas apesar da pressão não foi possível virar a partida.
Não foi o melhor resultado - temos que obrigatoriamente ganhar fora -, mas foi uma partida que muda ânimos e conceitos. Preocupação com Guerra, o melhor do time, mas animado com as demais atuações.
Desfigurado, o Palmeiras foi a campo com o time reserva já pensando na primeira decisão da Copa do Brasil, na quarta-feira. O jogo visto foi bastante dentro do esperado, embora surpreendeu o adversário não buscar tanto o jogo (uma vez que ainda disputava o G4). Apesar de tudo, o Palmeiras levou um gol no primeiro tempo equilibrado (nivelado por baixo) por causa de duas falhas individuais seguidas, de Leandro Almeida e João Pedro. Na frente, o jogo não fluía entre os desentrosados Kelvin e Mouche, com Cristaldo de centroavante e Allione na criação.
No segundo tempo, após algumas mexidas e a entrada de dois titulares, o Palmeiras passou a trabalhar um pouco mais a bola e contou acertos pontuais pra chegar ao empate. Egídio cruzou na medida pra Barrios, que cabeceou com precisão. Dava pra ter virado, foram diversos outros lances de perigo, mas também dava pra ter saído com a derrota se não fossem pelo menos duas excelentes intervenções de Prass. Em um jogo em que nada valia, com time reserva, em que o adversário jogou melhor e com o pior público do Brasileiro 2015 do Novo Palestra, ficou de bom tamanho.
Jogo de ida das oitavas de final, e pelo regulamento o sorteio definiu o Cruzeiro como nosso adversário. Da mesma forma foi definido que a decisão seria fora de casa, mas aqui sabemos que não é tão na sorte assim. Afinal, as partidas "sorteadas" convenientemente se encaixam na grade de programação da TV aberta...
Apesar da vitória suada no domingo o time ainda passava alguma desconfiança, o que - além do horário - refletiu no "pequeno" público presente (cerca de 25 mil). O Palmeiras abriu o placar logo no início com Cleiton Xavier, que recebeu assistência magistral de Lucas Barrios. No entanto, a partir daí só deu Cruzeiro.
Apesar de segurarmos o resultado até o intervalo, levamos o empate logo no início do segundo tempo. Pior: continuamos recebendo pressão, até que em um lance de habilidade (e, convenhamos, bastante fortuito), Dudu mandou um cruzamento preciso no segundo pau para Rafael Marques fazer o segundo.
Apesar da vitória levamos um gol em casa, algo preocupante na Copa do Brasil. Acredito na classificação, mas não creio que o time tenha tirado a desconfiança de boa parte da torcida. Ainda há muito o que melhorar. Fora de campo, a partida ficou também marcada pela 'atropelada' que Dudu deu no Luxemburgo, pra delírio da torcida. Foi também a primeira vez que vi a venda de pizzas a dez reais na saída, pra torcida. Grande sacada!