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terça-feira, 1 de março de 2022

28/07/1989 - São Caetano 1x6 Palmeiras

Estádio Anacleto Campanella - Amistoso



Eu tinha acabado de fazer sete anos, duas semanas antes. Era aniversário da cidade de São Caetano do Sul, onde meus avós e meu tio viviam. O São Caetano até então era um time semi-profissional, e tinha um rival na cidade - a Internacional, que tinha seu "estádio" dentro do parque que depois seria batizado de Espaço Verde Chico Mendes.

Atualmente o estádio Anacleto Campanella conta com arquibancadas de madeira, estreitas demais para comportar uma torcida organizada que pula durante o jogo, como todos bem sabemos. Na época, havia apenas as bancadas cobertas, além de um "pedaço" de arquibancada móvel que servia como local para a torcida adversária. Eu me lembro de parecer um pódio, de tão pequena e estreita.

Mesmo com estrutura precária (em comparação ao que temos hoje) a reinauguração do estádio no dia do aniversário da cidade era motivo de comemoração, e o Palmeiras foi convidado para uma partida festiva contra um combinado local.

Meu tio deu a ideia e fomos todos ao estádio - meus irmãos, primo e avô - a pé, uma caminhada de aproximadamente 20 minutos. Para mim era tudo novo: outros torcedores indo ao estádio, as ruas estreitas, os ambulantes, a cerveja. Nada de barracas, nem mesmo Topics ou Kombis vendendo sanduíches de pernil: eram lanches de mortadela, dos mais básicos, em caixas de papelão.

Entramos e ficamos nas bancadas cobertas, onde hoje são posicionadas as câmeras da TV. Assim que sentamos, começou a chuva. Um temporal que encharcou o campo rapidamente. O jogo começou de qualquer forma, a chuva diminuiu, e eu mais olhava para os lados, pras pessoas, pra estrutura do estádio, ainda tentando entender o que era tudo aquilo.

Foi quando meu avô se levantou e gritou "gol", e nós pulamos e gritamos juntos. E ele emendou: "Ah não, não foi...". Na verdade foi, um gol CONTRA, de Diogo. Mentiria se dissesse que lembro de como foi o gol, mas lembro claramente da cena do meu avô achando que tinha sido gol a favor. Não importa: o Palmeiras virou ainda no primeiro tempo, indo pro intervalo com 1x3 no placar.

Outro ponto que se perdeu com o tempo: a entrada no intervalo era liberada, ou seja, as catracas eram removidas e quem não tinha ingresso podia entrar de graça para ver o segundo tempo. Não lembro se esta partida teve custo, mas ingressos (retirados ou comprados) foram necessários, e houve entrada de mais pessoas no intervalo.

A chuva deu uma trégua, e lembro claramente da organizada do Palmeiras tomar o "pódio" que chamavam de arquibancada descoberta com suas tradicionais bandeiras (que eu veria tantas vezes no futuro). Meu tio comentou que não duraria muito, e não durou - em poucos minutos a chuva voltou com força e eles correram de volta para as arquibancadas cobertas.

Outro ponto curioso foi o placar, ainda manual, com "plaquinhas" com os números. O Palmeiras marcou o quarto gol e o placar seguiu 1x3. Marcamos o quinto, e nada do placar mudar. Entendemos o que estava acontecendo quando um ajudante subiu a escada que dava acesso ao "operador" do placar: eles não tinham as placas com mais de 3 gols! O ajudante subiu carregando as placas com os números 4, 5, 6 e 7. Infelizmente não usamos todas porque o jogo acabou 1x6.

A saída foi tumultuada. Os ambulantes de fora entraram no estádio para tentar vender cervejas, refrigerantes e sanduíches lá dentro. Um deles derrubou uma caixa de papelão com muitos lanches de mortadela, e meu avô comentou sobre o desperdício. Não havia policiais por perto porque eles, aparentemente, tinham sido dispensados no intervalo.

Isso foi o que consegui guardar de memória do dia. Não me lembro de nenhum dos gols, substituições, nada. Mas lembro de ter sido a primeira (e incrível) experiência em um estádio, e de ter aproveitado a presença de familiares, de ter passado uma tarde muito boa e divertida. Tornou-se um hábito nas décadas seguintes - hábito este que perdura até hoje.

Agradecimento aos amigos @IPEonline e @brunosouzaSEP por informações adicionais e imagens deste post.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

26/10/2013 - Palmeiras 0x0 São Caetano

Estádio do Pacaembu - Campeonato Brasileiro (Série B)



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Casado e depois de uma longa lua de mel, voltei ao estádio para ver o Palmeiras carimbar o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. A torcida compareceu em peso, no jogo em que o Palmeiras estreou também o conceito de "Pátria Amada Palmeiras" e jogou com camisas amarelas e calções azuis, em homenagem à ocasião em que jogou (e venceu) pela Seleção Brasileira contra o Uruguai na abertura do estádio do Mineirão. Os jogares atuais receberam as camisas amarelas de grandes nomes da nossa história, logo antes do jogo, já no gramado.

Um empate bastava para garantir matematicamente o acesso, e infelizmente foi apenas isso o que vimos, esfriando o clima de festa.









terça-feira, 22 de março de 2011

20/03/2011 - São Caetano 1x1 Palmeiras

Anacleto Campanella - Campeonato Paulista


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Palmeiras brigando pela liderança, e São Caetano em posição intermediária na tabela, brigando pra classificar entre os útimos. Jogo perigoso, que acabou começando bem: enrosco na área e pênalti em cima do Kléber. Ele mesmo cobrou bem e marcou! O problema é que a facilidade aparente fez o Palmeiras dar uma recuada, e apesar de algumas boas descidas nós levávamos vários contra-ataques, incluindo uma bola na trave.

Ao final do primeiro tempo a desatenção nos custou a vitória: num escanteio tomamos um gol de cabeça, por antecipação no primeiro pau. Não acredito que ainda levamos este tipo de gol. Não gostei da formação do Felipão, que supostamente tinha dois "pontas" (Luan e ADriano), e com isso deixou os dois laterais recuados. Após uma confusão na área Thiago Heleno acabou expulso, e com a entrada de Chico no lugar de Cicinho o time ficou com ainda menos opções de descida.

Ainda que Deola estava inspirado, ou o Palmeiras teria perdido. Tivemos muito mais chances, mas nosso goleiro nos salvou, não tenho dúvidas. Depois de uma discussão com Márcio Araújo e Danilo ao final, quando o atacante do São Caetano finalizou sozinho, teve inclusive seu nome gritado pela torcida. Como disse um amigo meu: "Deola é goleiro pra mais de 10 anos".








segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

21/02/2004 - São Caetano 1x0 Palmeiras

Estádio Anacleto Campanella - Campeonato Paulista


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Mais um jogo no Anacleto, mais uma derrota. Depois do primeiro jogo, mencionado em meu primeiro post, eu vi uma derrota por 3x0 e outras três por 1x0 no Anacleto, em quatro campeonatos diferentes. A maldição continuou após mais esta derrota, num jogo muito brigado em que Magrão acabou perdendo dois dentes após uma cotovelada já no fim da partida. O Palmeiras ainda jogou o segundo tempo inteiro com um jogador a mais, mas o adversário se fechou na defesa e segurou a vantagem no placar. Foi a estreia de Muricy Ramalho no comando do São Caetano, que seria campeão paulista naquele ano.

30/07/2003 - São Caetano 3x0 Palmeiras

Estádio Anacleto Campanella - Copa Sulamericana


A primeira edição da Copa Sulamericana teve um dos regulamentos mais ridículos que eu já vi. Eram grupos regionais de TRÊS times. Poderia acontecer a aberração de cada time sair com uma vitória e com mesmo saldo de gols. Se acontecesse, teríamos pênaltis: uma equipe acompanharia a partida entre as duas outras da arquibancada, e entraria em camo pras penalidades se fosse o caso. Dá pra acreditar? Além de Palmeiras e São Caetano o grupo contava também com o Cruzeiro. Com o futuro campeão brasileiro e o São Caetano em grande fase, não passamos da primeira etapa...