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sexta-feira, 8 de abril de 2022

03/04/2022 - Palmeiras 4x0 SPFC

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Campeonato Paulista



A campanha do Palmeiras vinha sendo exemplar: defesa sólida, ataque agressivo (embora não tão eficiente) e variações táticas marcaram a rota até a final, garantindo a primeira colocação geral na classificação e invencibilidade até então. O primeiro jogo da final, no entanto, foi totalmente atípico: atuações individuais em nível um pouco abaixo do apresentado até então, aliadas a um erro grosseiro da arbitragem nos acréscimos do primeiro tempo minaram o psicológico do time, e acabamos com um placar final adverso que, pelo número, dava a impressão de pleno domínio e taça garantida pelo inimigo.

Mas ainda havia o jogo em casa. O palco montado para um show dali dois dias fez com que a carga de ingressos fosse reduzida em 12 mil (setores Gol Norte e Superior Norte fechados), mas uma manobra  genial posterior fez com que os setores fossem abertos de graça para sócios Avanti para que pudessem acompanhar o jogo pelo telão, mas de dentro do estádio. Os ingressos esgotaram em segundos.

Muita desconfiança e muita soberba do inimigo (e de seus assessores de imprensa extra-oficiais em todos os veículos esportivos) marcaram o clima pro jogo. Turiassu e Palestra lotados mostraram que mesmo no pessimismo e na adversidade o Palmeiras sempre estará acompanhado e será incentivado. Fui de Superior Sul.

Logo de cara houve um lance idêntico ao que houve no primeiro jogo, desta vez (corretamente) não marcado a nosso favor. O juiz não se deixou levar pelo VAR, e embora tenha parecido "injusto" por falta de critério foi melhor assim. Não foi pênalti quarta (marcado), não foi pênalti hoje (não marcado) - e segue o jogo. E só deu Palmeiras! Um bombardeio, pleno controle dos espaços e ações, foco, velocidade e... gol! O primeiro de escanteio ensaiado, que contou com a inteligência de Danilo: ele saiu do impedimento na hora do cruzamento e mandou um balaço de cabeça pra fazer o primeiro. E minutos depois em nova jogada pela direita Veiga cruzou para rebatida da defesa, mas Zé Rafael pegou a sobra e bateu cruzado, colocando a bola no único lugar por onde ela poderia passar. Ela bateu na trave e morreu dentro do gol do outro lado.

(O segundo gol me deu uma falta de ar e eu contei com a ajuda do pessoal pra ir ao ambulatório pra tomar uma água e respirar um pouco. Cabe o elogio ao atendimento. Tudo certo, voltei novo pro segundo tempo).

E logo no primeiro lance um belíssimo contra-ataque pela direita: Dudu deu de calcanhar pra Veiga, que devolveu em profundidade. Dudu rabiscou, fez o que quis com o marcador, e serviu Veiga na pequena área que arrancou em velocidade e, de carrinho, se antecipou ao goleiro pra empurrar pras redes. Uma pintura!

Exceto por um lance do inimigo em que uma forte finalização cruzada passou à esquerda de Weverton, o Palmeiras continuava mandando na partida e sob fortíssimo incentivo da torcida buscava o quarto gol que sacramentaria o título. E ele veio: mesmo após 80 minutos de jogo pressionávamos a saída de bola, e Zé Rafael conseguiu roubar e tocar pra Verón que, esperto, girou e deu a assistência pra Veiga. Na cara do gol, Veiga teve calma pra dominar e deslocar o goleiro, fechando o placar.

Foi um atropelo, mas sem afobação ou histeria. O Palmeiras construiu o placar naturalmente, que apenas refletiu a superioridade massacrante que vimos dentro de campo. Resultado histórico, saímos de uma derrota de 0x3 para um desmoralizante 5x3. Como já falei inúmeras vezes este é campeonato menos interessante de todos, mas é o que havia em disputa... e levamos, e "daquele jeito", e sobre logo quem. É CAMPEÃO!












terça-feira, 29 de março de 2022

26/03/2022 - Palmeiras 2x1 Red Bull Bragantino

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Campeonato Paulista



Tivemos o retorno de Gomez, expulso ao jogar por sua seleção durante o fim de semana, e a ausência de Danilo que foi poupado com dores musculares. Desta Forma Jaílson (que fizera o papel de zagueiro na partida anterior) voltou à volância para esta semifinal ao lado de Zé Rafael. E na primeira descida Gomez ajeitou de cabeça para seu companheiro de zaga Murilo abrir o placar.

Parecia zero a ero, no entanto, com ambos os times agredindo e com bom volume de jogadas. O Palmeiras seguia superior e chegou a marcar o segundo com Scarpa, mas Dudu (que tinha feito a assistência) estava impedido no início do lance... uma pena. Em seguida, o empate. Quem marcou não estava impedido, mas havia um jogador bem na frente de Lomba. Como vimos anteriormente (pois já aconteceu) se o juiz "quisesse" poderia ter anulado, mas enfim...

O jogo esfriou por alguns minutos, mas voltamos a engrenar e a buscar jogadas variadas com Dudu, Rony, Scarpa, até que Dudu serviu veiga que cruzou rasteiro pra Rony completar entre os zagueiros: 2 a 1. Animado com o belo gol acabamos fazendo mais um, mas no cruzamento pra área Gomez estava impedido e sua finalização de cabeça não valeu.

Sem mudanças, vimos o adversário dominar boa parte das ações do segundo tempo. Com exceção de uma cobrança de falta que exigiu boa defesa de Lomba os demais ataques não trouxeram demasiado perigo, sempre terminando em finalizações de longe. A bola rondava nossa área, no entanto, e era preocupante. Apenas a trinta Abel mudou, mandando Wesley e Veron a campo.

Com mais velocidade as linhas do adversário ficaram perdidas, e Dudu e o próprio Wesley finalizaram com perigo - este último carimbando violentamente a trave após receber bom passe de Veron. E ficou assim: vitória por 2x1 e Palmeiras classificado para mais uma final!












quinta-feira, 24 de março de 2022

23/03/2022 - Palmeiras 2x0 Ituano

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Campeonato Paulista



Com três convocados para suas respectivas seleções, Abel mandou Lomba, Jaílson e Murilo nas vagas de Weverton, Gomez e Kuscevic, mantendo o esquema tático e sem grandes surpresas. Não foi necessário muito tempo, pois o Palmeiras partiu pra cima e ganhou um escanteio logo no primeiro lance. O zagueiro cortou bizarramente o cruzamento com a mão - pênalti, convertido por Veiga.

Parecia que seria fácil, mas o adversário veio pra cima em seguida. Após uma fraca finalização defendida por Lomba acabamos levando uma bola fortíssima no travessão após cruzamento na área. O lance serviu pra acordar o time, que se organizou e fez com que o adversário voltasse a se fechar para tentar evitar o segundo gol.

Foram diversas descidas no primeiro tempo, quase sempre pelo lado esquerdo com Scarpa e Zé Rafael - este quase fez um belo gol após drible no zagueiro e finalização de fora da área. Piquerez, Danilo e Veiga também tentaram, mas fomos pro intervalo com a vantagem mínima.

Sem mudanças, quase levamos o empate antes dos dez minutos após boa disparada do atacante, que parou em grande defesa de Lomba. No lance seguinte, no entanto, Marcos Rocha interceptou de cabeça uma tentativa de inversão adversária, fazendo grande assistência para Rony que recebeu dentro da área e fuzilou - a bola ainda bateu na perna do goleiro antes de morrer no gol.

Aí só deu Palmeiras. Dudu apareceu e as jogadas pela direita começaram a sair, e ele serviu Veiga, Scarpa e Danilo que finalizaram com muito perigo. O jogo seguiu e Abel fez suas cinco substituições - Verón serviu Breno Lopes que fez o corta luz e marcou o terceiro, mas ele estava um passo à frente e o gol foi corretamente anulado. Breno ainda protagonizou outro lance: após levar entrada violenta o adversário simulou uma expulsão, e o atacante recebeu o cartão vermelho. Após revisão do VAR o juiz retirou o vermelho e deu apenas o amarelo para Breno.

Mais uma vitória com propriedade, embora sem o volume de jogo das partidas anteriores - muito também porque logo ao primeiro minuto a vantagem já havia sido construída. Falta capricho e mais efetividade nas finalizações. Seguimos para a semifinal, no aguardo do adversário.









terça-feira, 22 de março de 2022

17/03/2022 - Palmeiras 2x1 ORCRIM

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Campeonato Paulista



Terceiro clássico seguido (vindo de duas vitórias, uma fora e uma em casa) o Palmeiras seguiu o ritmo forte e não tomou conhecimento da organização criminosa. O placar de 1x0 no primeiro tempo, gol de Veiga em pênalti bem marcado após revisão do VAR, foi pouco pelo volume de jogo apresentado. Justo seria 2x0, mas um 3x0 até um 4x0 não teriam sido surpresa.

Foram diversas jogadas que levaram perigo. Mais uma vez fica chato dizer e repetir, mas o centro-avante faz muita falta. Rony desperdiçou muitas chances, algumas muito claras, para desespero da torcida. O time no entanto não se abalou e, após pênalti sofrido por Danilo, Veiga bateu com a costumeira competência e fomos pro intervalo com a vantagem.

No retorno do intervalo Rony continuou perdendo oportunidades - desta vez Veiga entrava livre e era só passar, mas ele tentou bater colocado e mandou longe. Em lance isolado o rival fez falta em Murilo para dominar a bola (não dada pelo árbitro) e em seguida sofreu um 'encostão' do mesmo Murilo dentro da área - desta vez sem VAR, o juiz marcou de imediato com tamanho prazer que lembrou a famosa frase do Felipão. Foi o empate.

Mas a alegria dos criminosos durou pouco: Scarpa bateu falta com perigo e a bola foi a escanteio. Na cobrança, Rony cabeceou firme para um milagre do goleiro, em cima da linha - no entanto Danilo estava no lance, esperto, e completou pro gol. Merecido, ele vinha sendo um dos melhores da partida.

Abel promoveu mudanças, e o time modificado continuou atacando. Em nova jogada similar à do pênalti - e NOVAMENTE com falta - o rival achou um cruzamento na área que resultou em perigosa cabeçada pra fora, mas foi só. O Palmeiras ainda teve algumas chances, mas o resultado final foi mesmo o 2x1.

Três clássicos em seguida, três vitórias incontestáveis. O Palmeiras segue a caminhada que tem ainda mais uma partida antes das quartas de final, em jogo único, em casa. Temos todos as vantagens de mando até uma possível final, e esperamos aproveitar para trazer novamente a taça.