segunda-feira, 28 de agosto de 2017

28/08/2017 - Palmeiras 4x2 SPFC

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Após os péssimos resultados e o mau futebol apresentado nas rodadas anteriores, o Palmeiras tinha a oportunidade perfeita para mostrar que poderia mudar o jogo justamente em um clássico, contra o inimigo e no fim de semana em que comemorava 103 anos de História (com "H" maiúsculo). E não decepcionou os quase 34 mil torcedores.

Cuca mandou Moisés na armação, com William de um lado e Guerra do outro, tendo Deyverson à frente e Tchê Tchê e Bruno Henrique na cobertura. Veloz, o Palmeiras mandou na partida e desenvolvia jogadas com facilidade, mas acabou levando um gol muito cedo em uma falha de marcação. Sem se abalar, o time continuou criando e embora tenha levado alguns sustos no contra-ataque chegou à virada ainda no primeiro tempo: o empate veio com um cruzamento de Michel Bastos para William que, dentro da área, matou no peito e bateu com força. O segundo, um golaço, também de William, que veio pela esquerda, puxou pro meio e bateu de curva, de fora da área.

Por interrupções o jogo acabou indo até os 51, e mesmo após o Palmeiras quase chegar ao terceiro, com belo chute de Tchê Tchê, acabamos levando o empate em uma bola despretenciosa. Fomos para um tenso intervalo com o empate amargo. Começamos melhor o segundo tempo, e depois de dez minutos Cuca mandou Keno no lugar de Bruno Henrique, jogando Guerra mais pro meio e deixando Moisés mais pra cobertura. O time abusou da velocidade e bombardeou o inimigo, marcando um gol corretamente anulado (Deyverson estava um pouco à frente) e obrigando o goleiro adversário a fazer grandes defesas.

Levamos outros sustos, já que a defesa ficara mais exposta com a postura ofensiva do time. Cuca mandou Hyoran no lugar de Guerra, e ele demonstrou boa movimentação e atuou bem atraindo defensores par a marcação individual, deixando espaços para os companheiros. Edu Dracena então desarmou um perigoso contra-ataque e serviu Jean, que passou pra Deyverson que lançou para Keno: o camisa 27 enfiou o pé pra marcar o terceiro, de fora da área. Outro golaço!

À frente do placar, Cuca mandou Thiago Santos pra reconstruir a proteção à zaga no lugar de Deyverson, e ele entrou desarmando tudo. A partida caminhava para o fim e o time trocava passes ao som de "olé" da torcida, quando Tchê Tchê enxergou William pela esquerda, que dominou, foi ao fundo e cruzou na medida para Hyoran, que fechava pelo meio, marcar o quarto. Festa no Palestra, na quinta vitória em cinco jogos sobre o inimigo.








quarta-feira, 23 de agosto de 2017

20/08/2017 - Palmeiras 0x2 Chapecoense

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Encarando sua torcida pela primeira vez após a eliminação na Libertadores e após uma semana livre para treinar, o Palmeiras voltou a mostrar um péssimo futebol naquela que foi talvez a pior partida em seus domínios em muitos anos. Cuca contou com a volta de William Bigode, que juntava-se aos meias Moisés e Guerra (finalmente juntos) além de Roger Guedes do outro lado e Deyverson na frente.

Ainda assim o time não conseguiu furar a retranca do adversário, que não se acanhou em espremer-se em seu campo e jogar no contra-ataque, além de abusar da cera, deixando o relógio correr. Ainda no primeiro tempo, uma bola parada alçada na área caiu no "lado errado" de Luan, que não a alcançou e permitiu que o placar fosse aberto.

Sob pressão da torcida, e com Tchê Tchê e Keno nos lugares de Thiago Santos e Roger Guedes, o time iniciou o segundo tempo exercendo alguma pressão, mas que acabou em alguns minutos. A apatia do primeiro tempo voltara, e o time atacava sem grande objetividade. Cuca mandou Borja no lugar de William, e nos minutos finais o time voltou a pressionar e chegou a perder gols incríveis (além de sofrer um pênalti não marcado). Já aos 49, já com o time todo lançado à frente, em contra-ataque o adversário marcou o segundo e jogou a pá de cal, fechando a triste noite chuvosa.






sexta-feira, 11 de agosto de 2017

09/08/2017 - Palmeiras 1(4) x (5)0 Barcelona (EQU)

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Taça Libertadores da América



O jogo do ano (até ali) chegara! Com a saída da Copa do Brasil e claramente desdenhando do Brasileiro, o Palmeiras vinha de derrota no jogo de ida nas oitavas da Libertadores e precisava de dois gols de vantagem para passar. Todos os ingressos, como não poderia deixar de ser, foram vendidos com bastante antecedência e com a autorização devida a torcida fez uma grande festa, com mosaicos em todos os setores do estádio, bandeirão e instrumentos musicais.

Ainda não podendo contar 100% com Moisés e com Guerra se recuperando de fadiga muscular, Cuca deixou Dudu na armação e pôs Keno em seu lado esquerdo. Ofensivamente posicionado o Palmeiras dominou a partida, embora não tivesse chances claras de gol. Tivemos, ao que parece, um pênalti não marcado (Mina teria sido puxado), mas o empate em zero a zero ficou até o intervalo. Um pouco antes, Mina sofreu fratura no dedo do pé e foi substitído por Dracena.

Moisés voltou no lugar de Roger Guedes, assumindo o comando e empurrando Dudu pra direita. Aos nove minutos, a explosão: Moisés deu um passe de trivela em profundidade para Dudu, que recebeu e, com calma, aguardou o camisa 10 chegar para rolar de volta. Moisés cortou a defesa e marcou um golaço. Talvez cedo demais, o Palmeiras foi pro abafa e chegou ao segundo gol, corretamente anulado (Deyverson estava impedido). A zaga cobrou rápido, o Palmeiras cedeu o contra-ataque que acabou na trave de Jaílson, saindo em seguida.

O ritmo era alucinante, e por isso o adversário resolveu parar de jogar. Cera, cai-cai, catimba, o de sempre. O tempo foi passando, o Palmeiras criando, e nada da bola entrar. Com o cansaço, o relógio foi passando e acabamos nas temidas cobranças de pênaltis. Guerra, que entrara no lugar de Dudu, lesionado, marcou o primeiro, e Tchê Tchê fez o segundo. Bruno Henrique então perdeu, cobrando mal e contando com um grande adiantamento do goleiro. Keno fez com força, no alto, e em seguida Jaílson nos pôs de volta à disputa pegando de forma brilhante o pênalti adversário. Moisés fechou a sequência inicial. Nas alternadas, Egídio bateu mal, fraco, e selou a eliminação.

Eu nunca tinha "ouvido um silêncio" tão grande em estádios. Foi perturbador. Algumas pessoas até se confundiram, achando que haveria mais cobranças de pênaltis. Atônitos, os presentes começaram a cair em si. A torcida protestou, xingando primeiramente Egídio, e emendando o já famoso "time sem vergonha". Houve um princípio de tumulto, que logo se dissipou. Melancolicamente demos adeus à Libertadores e nos dirigimos pra casa, confiando ainda em (finalmente) uma pré-temporada bem feita para que voltemos às conquistas em 2018.








06/08/2017 - Palmeiras 0x1 Atlético-PR

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Desfigurando, o Palmeiras foi a campo com o time totalmente reserva, visando o confronto de ali três dias pela Libertadores. Jaílson, suspenso, deu lugar a Prass; Fabiano e Zé como laterais, Dracena e Juninho na zaga. Jean e Tchê Tchê de volantes, e a trinca de ataque ficou entre Veiga, Erik e Bastos, com Borja isolado. A falta de entrosamento pesou muito, e o Palmeiras fez um primeiro tempo horroroso. Mesmo com alguns poucos lances no começo, o time não conseguia furar a retranca adversária por não conseguir tocar a bola rapidamente ou virar o jogo com precisão - também culpa da falta de entrosamento.

A situação piorou após levarmos um gol num lance de bola parada, que fez com que o adversário recuasse ainda mais. Para o segundo tempo, Moisés voltou de contusão após cinco meses e reacendeu a esperança da torcida. O time voltou melhor, enxergou espaços, mas não soube usar o maior volume de jogo. Quando conseguia finalizar, parava na marcação ou na falta de sorte/pontaria dos atacantes. Acabamos derrotados, acendendo a luz amarela quanto à real necessidade de poupar tantos jogadores em um campeonato que chegava apenas à metade.