quinta-feira, 13 de abril de 2017

12/04/2017 - Palmeiras 3x2 Peñarol (URU)

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Taça Libertadores da América




Noite de Libertadores, e isso já descreve todo o clima e a tensão ao redor do Palestra. Foi meu segundo jogo contra o Peñarol, embora o primeiro (Libertadores de 2000, com decisão nos pênaltis) não esteja neste blog  porque eu perdi o ingresso. Hoje vivendo de história, o adversário havia sido goleado na primeira rodada, e chegava apenas com o peso da camisa. Odeio os termos "catimba", esperteza, cera, e tudo mais, mas eles descrevem exatamente o que é jogar contra times de outros países do continente, e aqui não foi diferente. Tudo com a complacência do juiz, um completo imbecil que veio mal-intencionado e quase conseguiu cumprir seu objetivo.

Repetindo a formação com William aberto ao lado de Guerra e Dudu, o Palmeiras começou a partida devagar. Aos poucos aumentou seu volume de jogo, fazendo com que o gol parecesse ser questão de tempo. Foi em um lance de bola parada, porém, que os uruguaios abriram o placar: após escanteio, falha de nossa marcação e gol de cabeça. A partida tornou-se insuportável a partir daí, pela cera dos visitantes (reitero, com a complacência do juiz) e pelo nervosismo dos nossos jogadores. Ficamos na verdade mais próximos de levar o segundo que de empatar, mas o placar permaneceu até o intervalo.

Sem mudanças, o Palmeiras ativou o rolo compressor e jogou como nunca no início do segundo tempo. Logo no primeiro minuto de jogo Fabiano recebeu e cruzou de perna trocada; Borja não conseguiu finalizar e a bola sobrou para William, que marcou o gol de empate. O clima mudou completamente, e logo depois a virada: Borja buscou Guerra que, contando com a falha do zagueiro, dominou e partiu pra área, tocando para Dudu que finalizou com tranquilidade. Mantendo o ritmo, o Palmeiras ainda teve um pênalti marcado a seu favor antes dos dez minutos. Borja isolou a bola no lance que seria a pá de cal.

Mal sabíamos. Após o Palmeiras desacelerar e não manter a postura dos minutos iniciais o jogo ficou mais equilibrado. A melhor chance foi nossa, em bola de Tche Tche tirada pelo zagueiro em cima da linha (e ainda batendo no travessão), mas logo em seguida, novamente em um lance de bola parada, levamos o empate. Cobrança de falta na área, nova falha de nossa defesa, cabeçada a queima-roupa que Prass defendeu de forma espetacular, mas no rebote não teve jeito. Dois a dois. E aí nervos foram embora, principalmente por causa da catimba não coibida pelo juiz - na verdade ele mesmo fez cera, podem ver no vídeo.

Sem se abater, o Palmeiras foi pra cima. Linda enfiada de bola de Guerra para William, que invadiu a área, driblou o goleiro e bateu alto para o gol vazio... e a bola explodiu no travessão. Um pecado, talvez a melhor chance até ali. Outros lances de menos perigo seguiam-se enquanto o relógio corria, e a cera cada vez mais insuportável. Já nos acréscimos, confusão generalizada - que parou o jogo por cinco minutos - envolvendo expulsão do técnico adversário, bloqueio de cobrança rápida de uma falta na lateral e a BIZARRA expulsão do Dudu. Com um a menos, o Verde foi pra pressão final. Fabiano tentou de cabeça, mas o goleiro jogou pra escanteio. Cobrança de Bastos, e novamente Fabiano subiu pra testar, e desta vez com endereço. A bola bateu na trave e entrou, selando a vitória alviverde.

Como comentado no último jogo, a evolução foi mais uma vez nítida apesar dos apagões na defesa. Era pra ter sido pelo menos 5 a 2. Guerra foi o melhor do time, substituído apenas por cansaço. Perdemos Dudu para o jogo de volta (ou seja, objetivo do juiz foi "meio" cumprido), mas cabe a Eduardo substituí-lo a altura. Temos as peças, temos a garra e a vontade. Palmeiras, ao menos neste começo, com pinta e sorte de campeão. Não dá pra negar!








segunda-feira, 10 de abril de 2017

07/04/2017 - Palmeiras 3x0 Novorizontino

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



Jogando no Pacaembu graças aos shows marcados para o Palestra, o Palmeiras pegou o Novorizontino na segunda partida das quartas-de-final do Paulista com uma grande vantagem e a classificação quase garantida. Ainda assim, jogou com propriedade e seriedade que sempre cabem, e despachou o adversário de vez. A partida foi numa sexta-feira, também porque o Palmeiras já mirava o confronto pela Libertadores, na quarta seguinte.

Guerra era responsável pela armação no meio, com Dudu e William Bigode pelas pontas e Borja na frente. Zé Roberto voltava no lugar de Egídio, e cobria a marcação junto à zaga e a Felipe Melo, deixando apenas Fabiano subindo pela direita. Sem muitas armas, o adversário esperava uma bola como a conseguida no primeiro jogo, e com isso o Palmeiras dominou a partida desde o início. Em um lance fortuito, Tchê Tchê bateu fraco pro gol e a bola acabou achando William no caminho, que dominou e bateu para abrir o placar.

Mesmo levando alguns sustos em bolas isoladas, o Palmeira manteve o domínio no segundo tempo e as jogadas saíam com naturalidade. Eduardo pôs Thiago Santos e Michel Bastos nos lugares de Felipe Melo e William, e Michel logo de cara encaixou um toque para Guerra, que passou para Borja disparar um torpedo e marcar o segundo gol. No final do jogo, Dudu ainda tabelou com Alecsandro (que substituíra Borja) e bateu de fora da área, marcando o seu.

O time se comportou muito bem e aqueles que entraram deram ainda mais qualidade ao grupo, com trazendo variações táticas importantes para furar defesas. Independentemente da fragilidade do adversário, o time se comportou bem e Eduardo parece ter mesmo o elenco nas mãos. Parecemos prontos para o Peñarol e demais desafios da temporada.








segunda-feira, 27 de março de 2017

25/03/2017 - Palmeiras 2x2 Audax

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista




Novamente rodando o elenco (também pelos desfalques de quatro jogadores nas seleções de seus países), Eduardo Baptista entrou com Vitor Hugo e Antônio Carlos na zaga, Zé Roberto na lateral esquerda e Thiago Santos na proteção, cabendo a Tchê Tchê a armação ao lado de Michel Bastos, com Guedes e Keno caindo pelas pontas. Alecsandro foi o centroavante titular.

Sem um comando de ataque "de ofício" o Palmeiras teve problemas para criar as jogadas. Embora tivesse volume de jogo, os contra-ataques eram frequentes e o time levava algum tempo para se reorganizar, sofrendo também com a falta de entrosamento. Foram oportunidades para os dois lados, incluindo tiros de fora da área, que embora passagem longe mostravam o desespero dos visitantes (que beira o rebaixamento) e a falta de opções do time da casa. Foi apenas no último lance do primeiro tempo que, após chute de Bastos, Roger Guedes aproveitou o rebote do goleiro e nos deixou em vantagem.

O Palmeiras voltou melhor e sufocou o adversário, quase marcando duas vezes antes dos dez minutos, parando apenas na grande atuação do goleiro e em erros de passe. Keno e Alecsandro deram lugar a Erik e William Bigode, mas não de tempo de reorganizar o time: em contra-ataque o Audax achou o empate. O Palmeiras não parou, e após jogada partindo da zaga William carimbou o travessão com violência. Pouco depois, William conseguiu seu gol após cruzamento de Erik, nos deixando novamente à frente. Erik ainda quase marcou em seguida, em bola que raspou a trave.

Em tarde ruim de nossos laterais, que pouco armaram e vacilaram feio na defesa (contra o ataque rápido do desesperado visitante), acabamos levando o empate já próximo do fim, por cobertura, em cima de Zé Roberto. Eduardo ainda pôs Vitinho no lugar de Bastos, mas pouco mais foi criado. Corremos sério risco ainda no último lance de jogo, mas acabamos mesmo com o empate. O Palmeiras foi superior, mas sofreu com a falta de entrosamento e, por que não, com o desinteresse do elenco: afinal, a primeira colocação geral da fase de grupos já estava praticamente assegurada.

De positivo, cartões amarelos foram distribuídos e não devemos ter sérios problemas com suspensões na fase de mata-mata. O elenco principal foi poupado e os reservas estão rodando, fazendo com que o clima permaneça bom. Nas quartas, pegaremos o Novorizontino, adversário definido nas demais partidas da rodada.








quinta-feira, 23 de março de 2017

22/03/2017 - Palmeiras 2x0 Mirassol

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista




Com apenas dois titulares (Prass e Felipe Melo), o já classificado Palmeiras fez uma partida burocrática e conseguiu manter com sucesso a liderança geral, importante nas decisões de mando nas partidas finais. Baptista manteve o 4-1-4-1, poupando Tchê Tchê e dando chances para Rafael Marques e Raphael Veiga como titulares - a este último coube a função de armar o time.

Imaginava que com velocistas (Marques e Guedes) pelas pontas e com Bastos no comando o Palmeiras jogaria em cima do adversário e abriria logo o placar, mas não houve entrosamento e o time pouco criou. Junte com a retranca absurda da defesa de lá, e o resultado foi que o único chute a gol do primeiro tempo aconteceu apenas aos 31 minutos, com Roger Guedes, para defesa do goleiro. Veiga ainda criou duas jogadas interessantes, para William e Marques, mas foi só.

O time voltou igual para o segundo tempo, com Bastos levantando pra área para um quase gol logo no começo. Pouco depois, o mesmo Bastos bateu nova falta pro gol, e Rafael Marques contou com a rebatida boba do goleiro pra marcar. Lance de sorte, mas bola dentro. Pouco depois, novamente Bastos fez bela jogada, encarou a defesa inteira e bateu pro gol: o goleiro espalmou pra escanteio. Merecia o gol!

O jogo prosseguiu com ataques despretensiosos e com defesa sólida - Prass mal apareceu no jogo. Vendo o copo meio cheio, como não poderia deixar de ser, mais uma vez foi possível ver a força do elenco, que mesmo com "time B alterado" demostrou armas interessantes e boa marcação. Já ao final, Felipe Melo fez seu primeiro gol com a camisa Palestrina de cabeça, após cobrança de escanteio, e imitou um pitbull na comemoração.

Sábado tem o último jogo em casa pela primeira fase, e ao que tudo indica terminaremos na liderança geral em busca de mais este título!








quinta-feira, 16 de março de 2017

15/03/2017 - Palmeiras 1x0 Jorge Wilstermann (BOL)

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Taça Libertadores da América


 

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A estréia do Palmeiras em casa na Libertadores 2017 vinha carregada de pressão: não só o time havia empatado com o Atlético Tucuman na primeira rodada como também encararia o considerado pequeno Jorge Wilstermann, que goleara o Peñarol por 6x2 na rodada anterior. A confiança, porém, estava relativamente alta dada a boa atuação na vitória do clássico pelo Paulista, principalmente com relação ao técnico Eduardo Baptista.

O time, no entanto, não fez boa partida. Dudu e Tchê Tchê não se encontraram em campo, e Felipe Melo, recuado na proteção à zaga, teve poucas oportunidades de acionar os companheiros, deixando apenas para Guerra muito da responsabilidade pela armação. Zé Roberto desceu pouco, ou seja, nosso ataque concentrou-se inicialmente pelo lado direito, com Jean e Michel Bastos. Bastos fez jogadas interessantes e cruzamentos precisos, e por pouco Borja não marcou, por duas vezes, em lances similares. Mina e Dracena fecharam a defesa de forma competente, desarmando ao lado de Felipe Melo praticamente todas as investidas do adversário - apesar do susto do quase gol contra de Mina, que exigiu espetacular defesa de Prass.

As alterações de Baptista na metade do segundo tempo foram tão incompreensíveis como, digamos, inúteis. Trocando "seis por meia-dúzia" (Bastos por Keno), ele também pôs Roger Guedes para tentar furar a defesa (que insistia, com sucesso, em fazer a linha de impedimento). O problema é que ele sacou Guerra (que, embora tenha desperdiçado oportunidade incrível, fazia grande partida) e nosso meio sumiu de vez. Mina marcou aos dez, mas o bandeira marcou impedimento - posição difícil, mas creio que estava na mesma linha. Os demais lances foram de pressão Verde pra cima do adversário, mas longe do volume considerado "ideal" nesta situação.

Muita cera, catimba, firula - chamem do que quiser - fizeram com que o jogo tivesse seis minutos de acréscimo. E foi aos 50 que, após falta cobrada na área, Dudu pegou a sobra e partiu para a linha de fundo para cruzar forte; a defesa tirou, Keno chegou batendo mas a bola novamente foi rebatida. O próprio Keno enxergou Roger Guedes partindo e tocou em profundidade: Guedes foi ao fundo e cruzou forte para que Mina, adiantado mas atrás da linha da bola, marcasse o gol da vitória. Explosão no Palestra!

Jogo nervoso, irritante, de mau futebol e com arbitragem ridícula. "Isso é Libertadores", alguns dizem. Discordo, creio que dava pra ter sido muito mais tranquilo. Mas não reclamo: saímos com a vitória, mais confiantes e com lições aprendidas. O próximo compromisso é contra o Peñarol em casa, em pouco menos de um mês. Que evoluamos ainda mais até lá.