sábado, 16 de junho de 2018

13/06/2018 - Palmeiras 1x1 Flamengo

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Foi minha última ida ao estádio antes de uma longa pausa, tanto por causa da Copa quanto por motivos pessoais, e foi também a partida de número 300 registrada aqui neste blog. O Palmeiras vinha de um empate que, embora fora de casa, foi péssimo resultado pelas circunstâncias. Além disso, foi organizado um mosaico em homenagem à seleção da CBF na Copa (com direito a copo verde e amarelo e até cheerleaders no intervalo vestidas com a camisa amarela do Palmeiras de 2013/14)... é difícil até fazer comentários a respeito, de tão infeliz que foi esta ideia. Não culpo inteiramente a organizada, porque há outros interessados por trás disso.

O jogo, muito movimentado, começou com gol de William antes dos dez minutos, após boa jogada e assistência de Bruno Henrique. O time desacelerou, como tem sido (irritantemente) constante após a marcação de um gol, e permitiu o crescimento do adversário. Foram vários sustos, mas levamos a vantagem para o intervalo.

O Palmeiras voltou acelerado e criou três chances logo no começo, um verdadeiro bombardeio, mas pecou nas finalizações. Foi castigado em uma bola perdida, que virou escanteio. Na cobrança, se a bola foi por fora (como Jaílson parou para reclamar), era lance difícil de marcar. Mau posicionamento de toda a defesa e o gol de empate. Boa parte da torcida passou a jogar contra, e não só por isso o nervosismo foi às alturas. Tivemos boas chances, mas não conseguimos marcar. 

Perto do fim, após drible desconcertante de Dudu o adverário agrediu nosso jogador, que revidou e o tempo fechou. A TV não mostra, mas eu VI Jaílson ser agredido por trás, com um soco, depois de ter tirado um dos marginais do bolo com um 'mata-leão'. O juiz expulsou dois de cada lado (e depois mais um de cada banco), incluindo Jaílson. Moisés foi pro gol. Tivemos ainda mais uma chance, mas o resultado permaneceu.

Muito foi discutido depois pela torcida sobre o revide de Dudu e sua "inteligência emocional". Com a bunda no sofá vendo o jogo pela TV fica fácil criticar o jogador que levou chutes e cotoveladas por 90 minutos. É coisa de quem nunca praticou esporte algum.

Será uma pausa nada tranquila. Eu mesmo estou reavaliando muitas coisas. Talvez 300 seja um número bom o bastante, afinal de contas.







quinta-feira, 7 de junho de 2018

02/06/2018 - Palmeiras 3x1 SPFC

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



O Palmeiras enfrentava uma sequência difícil, e sem sucesso: com duas derrotas nos últimos dois jogos, sendo uma em casa, o time entrava no clássico já pressionado e com boa parte da torcida "jogando contra", pedindo a cabeça de Roger Machado. E as coisas pareciam que não se resolveríam nesta noite já que, após falha de Edu Dracena, Jaílson foi enganado pelo tempo da bola e levamos um gol besta, ainda no primeiro tempo. A desvantagem no placar e a arbitragem mais uma vez ridícula enervaram todo o estádio. 

No retorno, Bruno Henrique quase aproveitou logo a primeira chance, e pouco depois Keno lançou na área e William marcou o gol de empate. Dudu estava impedido no lance e, mesmo sem ter participado da jogada, virou motivo para reclamação do adversário. Gol legal, validado. Keno, lesionado, saiu para a entrada de Hyoran, e foi dele a jogada do segundo gol: aproveitando sobra, pôs na frente mas perdeu pro zagueiro, que chegou chutando tudo. William, impedido, acertou um belo chute no ângulo, virando o jogo. Aliás, impedido não: William estava sim à frente, mas o passe foi do zagueiro. Gol legal, sem qualquer reclamação de dentro de campo (apesar da insistência da imprensa fora dele).

No lance seguinte, a tampa do caixão: Moisés enxergou Hyoran partindo pela direita e lançou com precisão. Dudu, que fechava pelo meio, recebeu então um cruzamento na medida para marcar, de peixinho, o terceiro gol da vitória alviverde. Sem grandes emoções o jogo foi para o seu final, decretando a sétima vitória do Palmeiras em sete jogos no Allianz contra o inimigo.




quarta-feira, 30 de maio de 2018

26/05/2018 - Palmeiras 2x3 Sport

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Mais uma melancólica noite no Palestra, mas ao menos desta vez não decidida pela arbitragem. O Palmeiras modificado, com Guerra no lugar de Borja (atuando como suporte a Lucas Lima e em outros momentos como 'falso nove'). Num primeiro tempo equilibrado, o Palmeiras saiu na frente com Keno após excelente triangulação e troca de passes que envolveu a defesa adversária, tal como havia feito na rodada anterior. Após desperdiçar diversas chances (e também por mérito do goleiro adversário), fomos ao intervalo com a vantagem mínima.

Logo no início do segundo tempo, cochilo da defesa após escanteio, bola no travessão e, no rebote, o empate. O Palmeiras não se abateu e foi pra cima, e mesmo criando pouco tinha o controle do jogo. No entanto, acabou levando a virada, em novo vacilo da defesa que deixou o atacante sozinho na área para bater pro gol. Com Papagaio e Hyoran nos lugares de Guerra e Lucas Lima, o Palmeiras foi ao ataque mesmo sob vaias da torcida.

Hyoran recebeu de Bruno Henrique e, de longe, girou em cima do zagueiro e mandou a bola na gaveta. Um golaço! O estádio acendeu e a torcida empurrou o time pra frente, que entrou em modo 'elétrico' e se lançou completamente ao ataque. Em bola parada, no entanto, falha de Jaílson e novo gol adversário, o que pareceria selar a péssima noite alvi-verde.

Mas ainda havia tempo para os requintes de crueldade. O time criou várias jogadas mas não conseguiu por a bola pra dentro. Primeiro com Dudu, que recebeu na pequena área, sozinho, e chutou por cima, perdendo gol feito. E já no último minuto de jogo, Dudu sofreu pênalti (que ainda resultou na expulsão do zagueiro adversário). Keno foi pra bola, cantou a jogada e bateu muito mal, pra a defesa do goleiro. Fim de jogo e revolta da torcida.








sexta-feira, 25 de maio de 2018

19/05/2018 - Palmeiras 3x0 Bahia

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro


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A sequência de jogos em casa com a mesma precificação dos ingressos gerou um dos menores públicos do Palmeiras desde a inauguração do novo estádio. Novamente, a torcida presente parecia pronta para cornetar e criticar o tempo todo, mas o time titular (depois de termos jogado com os reservas pela Libertadores no meio da semana) tratou de marcar logo nos primeiros minutos, com William Bigode após assistência de Borja. 

Relaxado após o gol, o Palmeiras levou alguns sustos que incluíram uma bola na trave, mas conseguiu reassumir o controle do jogo e voltou à carga. Após escanteio curto, Marcos Rocha tabelou com Lucas Lima e serviu Antônio Carlos, que pôs pra dentro, marcando segundo gol da partida. Embora o adverdário ainda levasse algum perigo, ao fim do primeiro tempo o Palmeiras matou o jogo: Borja recebeu lindo passe de Lucas Lima e deixou o seu, indo comemorar com a torcida e acabando com a polêmica do meio da semana.

O segundo tempo começou com lances interessantes, mas o gás de ambos os times não durou muito. Roger Machado mexeu, colocando Hyoran, Guerra e Thiago Santos nos lugares de Borja, Keno e Felipe Melo, sem mexer na formação do time, apenas adiantando William Bigode. E foi William que perdeu um gol feito de forma inacreditável, recebendo sozinho dentro da área, sem goleiro, e carimbando o travessão. A jogada, no entanto, nasceu de lance irregular, como foi possível ver depois no vídeo.

Muitos ainda reclamam, pois "cabia mais" e o Palmeiras poderia, pelo saldo, estar em segundo lugar no campeonato. A evolução é clara, no entanto, e creio estarmos no caminho certo.









sexta-feira, 18 de maio de 2018

16/05/2018 - Palmeiras 3x1 Junior Barranquilla (COL)

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Taça Libertadores da América


Foi uma das mais atípicas noites que presenciei no Allianz Parque, ainda mais para um jogo de Libertadores. Mesmo com aproveitamento de campeão, a torcida de uma maneira geral foi tomada por uma nítida apatia, dadas as derrotas recentes (com ou sem roubo) e ao já garantido primeiro lugar do grupo. Havia ainda aqueles que consideravam que uma derrota não seria má(!!), já que eliminaria o rival argentino. Público relativamente baixo, e completamente calado nas arquibancadas.

Houve protesto da organizada, rebatido com vaias da torcida 'normal'. Clima tenso. Público, digamos, "diferente" do tradicional, ainda mais na Gol Norte. Cornetas 100% do tempo. Foi uma das experiências mais frustrantes que já tive na arquibancada - e olhem que eu estive em quase todas as partidas da 'era' 2010-2014.

Com oito reservas, o Palmeiras fez um primeiro tempo modesto, sofreu alguma pressão (principalmente nos primeiros minutos) e contou com intervenções precisas de Fernando Prass para não sair atrás. No ataque, com dificuldades em trocar passes rápidos (talvez pela falta de entrosamento), Dudu, William, Guerra e Borja tiveram oportunidades, mas esbarraram na defesa ou pecaram nas finalizações. O time saiu de campo sob vaias(!!!).

Sem mudanças, o time voltou já com Tchê Tchê mandando um chute de fora, que explodiu no travessão e subiu. Logo depois, o gol: Mayke pôs na área, o goleiro deu rebote e Borja, mesmo sem equilíbrio e com desvio, pôs pra dentro. Mesmo com o gol, o estádio só se incendeiaria de vez no lance seguinte: um pênalti ridiculamente marcado em um jogador que já estava impedido! Prass saltou e agarrou, sem rebote.

Agora o clima era outro, e teria sido ainda melhor se o goleiro não tivesse feito defesa espetacular após voleio de Borja. No lance seguinte, Prass explodiu a bola, William acreditou e dominou no ataque (enquanto Dudu, esperto, voltava do impedimento), e serviu Borja que fintou o goleiro e mandou pras redes, de cavadinha.

O juiz tornou a nos prejudicar validando um gol absurdamente impedido, mas Borja consolidou seu hat trick após cruzamento de Guerra em cobrança de falta. Vitória e liderança geral da competição garantidas.