segunda-feira, 28 de novembro de 2016

27/11/2016 - Palmeiras 1x0 Chapecoense

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Faltava muito pouco, estávamos muito próximos, mas não era possível ainda comemorar ou deixar a ansiedade de lado. O fim de semana custou a passar. Eu estava fora da cidade no domingo de manhã quando as primeiras notícias sobre o cerco da PM ao estádio começaram a aparecer, e isso só piorou o nervosismo. Com horas de antecedência desci pro estádio para curtir o clima pré-jogo - ao menos o pouco que nos foi permitido.

Já dentro, o clima de festa não podia ser disfarçado. Parecia mera questão de tempo, e o gol que o rival direto levou no outro jogo animou ainda mais as coisas. O Palmeiras fez uma partida calma, competente, e o adversário não veio com sua força máxima. Tudo conspirava a favor, quando após jogada ensaiada Fabiano fez o (belo) gol único da partida, na metade do primeiro tempo. Aí sim, não dava mais para achar que algo daria errado.

A torcida segurou o grito de campeão até os 35 do segundo tempo. A torcida, claramente emocionada, cantava sem parar. Cuca ainda deu o "golpe de misericórdia", colocando Fernando Prass no lugar de Jaílson a poucos minutos do fim, o que se tornou uma bela homenagem para ambos. Quando o jogo do Maracanã acabou o locutor do Palestra tentou ainda com a bola rolando anunciar o título alviverde, mas mal pudemos ouvir. O barulho feito pela torcida (que quebrou o recorde de público do estádio) era ensurdecedor.

Título merecido e incontestável. Oscilamos, mas mantivemos a pegada e contamos com muitas variações táticas para vencer adversários diretos, clássicos e superar desfalques. Foi uma campanha sensacional - e nervosa, claro - que chegou ontem ao fim da melhor forma possível. Maurício Galliote, novo presidente do Palmeiras, veio à Gol Norte agradecer e reverenciar a torcida. Os jogadores se reuniram no meio do campo para as fotos e para erguer a taça, e então deram a volta olímpica. Prass carregou Jesus nos ombros, e a festa se encerrou com uma fantástica queima de fogos.

Palmeiras: Eneacampeão brasileiro!










 



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

20/11/2016 - Palmeiras 1x0 Botafogo-RJ

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Penúltima partida em casa em 2016, e finalmente tivemos a Gol Norte à disposição novamente com o término da lamentável punição. Houve novamente o cerco da PM nos arredores do estádio, o que também foi lamentável, mas nada que estragasse a festa. O Palmeiras jogava com a possibilidade de confirmar o título, dependendo de uma improvável combinação de resultados. Sem ligar (muito) para as demais partidas, o time foi pra cima para garantir o resultado em casa.

Não foi nada fácil. Foram muitos lances perigosos para os dois lados, e Jaílson precisou trabalhar bem. Perdemos Mina por contusão logo no começo, e Cuca colocou Thiago Martins no lugar sem mudança tática. Quase abrimos o placar no primeiro tempo com Gabriel Jesus, Dudu e Moisés - que, aliás, em minha opinião foi o melhor da partida. 

No segundo tempo, após uma chance para cada lado, o Palmeiras finalmente fez o gol da vitória: Dudu repetiu o lançamento que fizera na rodada anterior, mas com o desvio ela não chegou até Gabriel Jesus na maneira correta. Ele então girou e cruzou para o meio da área, onde o próprio Dudu desviou de cabeça para as redes. Tivemos mais alguns lances perigosos, mas foi só deixar o tempo passar e comemorar. O elenco todo novamente se abraçou no gramado, e poucas vezes se viu sintonia tão grande entre time e torcida. Falta muito pouco...




 


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

06/11/2016 - Palmeiras 1x0 Internacional

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Sob chuva, o Palmeiras faria mais uma final em casa antes de um recesso de dez dias - o resultado da partida pautaria o clima para as semanas seguintes, ou seja, ganhava ainda mais importância. Sem Moisés, suspenso, Cuca mandou Cleiton Xavier para a criação, deixando o time num 4-3-3 com Dudu, Jesus e Roger Guedes na frente e Thiago Santos e Tchê Tchê na cobertura. O gramado estava muito melhor que nas rodadas anteriores, mas a chuva fez com que muitas jogadas se perdessem.

Nosso gol saiu em jogada de escanteio, cobrado por Dudu. A zaga afastou, mas Thiago Santos jogou a bola de volta para o meio da área encontrando Cleiton Xavier, que só desviou do goleiro. Tivemos outras chances para liquidar o jogo, sendo duas delas salvas milagrosamente pelo goleiro adversário: uma cabeçada certeira de Vitor Hugo no ultimo lance do primeiro tempo, e um toque de Gabriel Jesus após boa articulação, que acabou ficando na trave após desvio.

A vitória foi merecida, e o apito final trouxe alívio. O time concentrou-se no gramado e parece estar muito focado nesta reta final. Nada ganhamos ainda, e embora o otimismo está lá no alto o momento é de concentração e preparação. Parecemos estar no caminho certo!








quinta-feira, 3 de novembro de 2016

01/11/2016 - Palmeiras 61 x 66 São José

Campeonato Aberto Masculino - Ginásio Palestra Italia / Allianz Parque

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Após um recesso de dois anos o basquete do Palmeiras está de volta, embora não seja sombra do time que um dia teve Stanic, Gianella e Toyloy e disputou o NBB. Atuando pelo Campeonato Aberto Masculino, um torneio secundário, o Palmeiras tem colocado os garotos do Sub-19 para jogar. Independentemente das chances, tive a oportunidade de acompanhar o time e fui até o Palestra ver o jogo.

Viramos na frente, com boas atuações individuais - infelizmente não conheço nenhum dos jogadores por nome. O cansaço parece ter batido no último período, e uma sequência de erros permitiu a virada até com certa folga do São José. O Palmeiras ensaiou uma reação, mas acabou perdendo para os próprios erros. Sorte aos garotos, e quem sabe não consigamos voltar ao NBB em breve.








segunda-feira, 24 de outubro de 2016

23/10/2016 - Palmeiras 2x1 Sport

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Cheguei atrasado ao jogo pois tinha um compromisso fora da cidade pela manhã, mas pela internet acompanhei a estranha movimentação nos arredores do Palestra: sem aviso prévio, a polícia cercou o estádio e impediu o livre acesso de qualquer um que não apresentasse o ingresso. Existem sim muitos problemas (cambistas, ambulantes, furtos) pelos quais culpamos a própria polícia, mas não me parece correto solucioná-los tirando a liberdade daqueles que deveriam ser protegidos. Clima de velório, nada daquela atmosfera que faz parte do dia de jogo.

Entrei aos vinte minutos, e no momento em que pus os olhos no campo Moisés deu passe magistral para Dudu, na corrida, dominar e bater cruzado para abrir o placar. Pelo que pude acompanhar o Palmeiras mal tinha visto a cor da bola até então, mas o contra-ataque foi mortal. O gramado em nada ajudava, visivelmente danificado depois dos shows - parecia até pior que quarta-feira. O Sport empatou após escanteio, e quase virou depois em jogada rápida.

Foi o que o Palmeiras precisou para acordar, passando a mandar novamente na partida. Foi pressão verde pra cima do goleiro adversário, e o gol da vitória saiu no último lance do primeiro tempo: Moisés cobrou o lateral, Barrios só encostou na bola, de cabeça, mandando ela pra trás. Dudu tentou aproveitar mas a bola foi prensada, chegando na medida para Tchê Tchê chegar batendo.

O segundo tempo teve poucos lances que empolgaram, também porque Cuca pôs Thiago Santos para fechar o meio. Mesmo com Cleiton Xavier no lugar de Allione e Alecsandro no lugar de Barrios, o Palmeiras pouco criou, e ainda contou com boas defesas de Jaílson (que levou o terceiro amarelo) para segurar o placar.