quinta-feira, 23 de março de 2017

22/03/2017 - Palmeiras 2x0 Mirassol

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



Com apenas dois titulares (Prass e Felipe Melo), o já classificado Palmeiras fez uma partida burocrática e conseguiu manter com sucesso a liderança geral, importante nas decisões de mando nas partidas finais. Baptista manteve o 4-1-4-1, poupando Tchê Tchê e dando chances para Rafael Marques e Raphael Veiga como titulares - a este último coube a função de armar o time.

Imaginava que com velocistas (Marques e Guedes) pelas pontas e com Bastos no comando o Palmeiras jogaria em cima do adversário e abriria logo o placar, mas não houve entrosamento e o time pouco criou. Junte com a retranca absurda da defesa de lá, e o resultado foi que o único chute a gol do primeiro tempo aconteceu apenas aos 31 minutos, com Roger Guedes, para defesa do goleiro. Veiga ainda criou duas jogadas interessantes, para William e Marques, mas foi só.

O time voltou igual para o segundo tempo, com Bastos levantando pra área para um quase gol logo no começo. Pouco depois, o mesmo Bastos bateu nova falta pro gol, e Rafael Marques contou com a rebatida boba do goleiro pra marcar. Lance de sorte, mas bola dentro. Pouco depois, novamente Bastos fez bela jogada, encarou a defesa inteira e bateu pro gol: o goleiro espalmou pra escanteio. Merecia o gol!

O jogo prosseguiu com ataques despretensiosos e com defesa sólida - Prass mal apareceu no jogo. Vendo o copo meio cheio, como não poderia deixar de ser, mais uma vez foi possível ver a força do elenco, que mesmo com "time B alterado" demostrou armas interessantes e boa marcação. Já ao final, Felipe Melo fez seu primeiro gol com a camisa Palestrina de cabeça, após cobrança de escanteio, e imitou um pitbull na comemoração.

Sábado tem o último jogo em casa pela primeira fase, e ao que tudo indica terminaremos na liderança geral em busca de mais este título!








quinta-feira, 16 de março de 2017

15/03/2017 - Palmeiras 1x0 Jorge Wilstermann (BOL)

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Taça Libertadores da América

 

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A estréia do Palmeiras em casa na Libertadores 2017 vinha carregada de pressão: não só o time havia empatado com o Atlético Tucuman na primeira rodada, como também encararia o considerado pequeno Jorge Wilstermann, que goleara o Peñarol por 6x2 na rodada anterior. A confiança, porém, estava relativamente alta dada a boa atuação na vitória do clássico pelo Paulista, principalmente com relação ao técnico Eduardo Baptista.

O time, no entanto, não fez boa partida. Dudu e Tchê Tchê não se encontraram em campo, e Felipe Melo, recuado na proteção à zaga, teve poucas oportunidades de acionar os companheiros, deixando apenas para Guerra muito da responsabilidade pela armação. Zé Roberto desceu pouco, ou seja, nosso ataque concentrou-se inicialmente pelo lado direito, com Jean e Michel Bastos. Bastos fez jogadas interessantes e cruzamentos precisos, e por pouco Borja não marcou, por duas vezes, em jogadas similares. Mina e Dracena fecharam a defesa de forma competente, desarmando ao lado de Felipe Melo praticamente todas as investidas do adversário - apesar do susto do quase gol contra de Mina, que exigiu espetacular defesa de Prass.

As alterações de Baptista na metade do segundo tempo foram tão incompreensíveis como, digamos, inúteis. Trocando "seis por meia-dúzia" (Bastos por Keno), ele também pôs Roger Guedes para tentar furar a defesa (que insistia, com sucesso, em fazer a linha de impedimento). O problema é que ele sacou Guerra (que, embora tenha desperdiçado oportunidade incrível, fazia grande partida) e nosso meio sumiu de vez. Mina marcou aos dez, mas o bandeira marcou impedimento - posição difícil, mas creio que estava na mesma linha. Os demais lances foram de pressão Verde pra cima do adversário, mas longe do volume considerado "ideal" nesta situação.

Muita cera, catimba, firula - chamem do que quiser - fizeram com que o jogo tivesse seis minutos de acréscimo. E foi aos 50 que, após falta cobrada na área, Dudu pegou a sobra e partiu para a linha de fundo para cruzar forte; a defesa tirou, Keno chegou batendo mas a bola novamente foi rebatida. O próprio Keno enxergou Roger Guedes partindo e tocou em profundidade: Guedes foi ao fundo e cruzou forte para Mina, adiantado mas atrás da linha da bola, marcasse o gol da vitória. Explosão no Palestra!

Jogo nervoso, irritante, de mau futebol e com arbitragem ridícula. "Isso é Libertadores", alguns dizem. Discordo, creio que dava pra ter sido muito mais tranquilo. Mas não reclamo: saímos com a vitória, mais confiantes e com lições aprendidas. O próximo compromisso é contra o Peñarol em casa, em pouco menos de um mês. Que evoluamos ainda mais até lá.









segunda-feira, 13 de março de 2017

11/03/2017 - Palmeiras 3x0 SPFC

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



Mesmo com as 'ameaças' de time misto (a ideia seria poupar os titulares para a partida da Libertadores, na semana seguinte), mais de 36 mil compareceram ao clássico e foram recompensados. O time, de fato, não era a força máxima, mas contava com os retornos de Mina e de Tchê Tchê (que teve recuperação em tempo recorde), além de Fabiano jogando na direita no lugar de Jean. Zé Robeto e Dracena seguiram foram, também porque Vitor Hugo está suspenso e não jogará na quarta.

O Palmeiras sufocou o inimigo desde o começo, e pressionou a saída de bola com qualidade. Apesar de pecar nas finalizações, tínhamos muito mais volume de jogo e variações de ataque, pondo na roda o time da moda. Tchê Tchê não apresentava nenhuma perda de ritmo, e articulou boas jogadas com Bastos. E foi após um desarme de Egídio que Dudu, oportunista, mandou um tiro quase do meio de campo, marcando MAIS UM gol de cobertura nelas. A bola veio voando lentamente, morrendo no canto do goleiro aprendiz. Golaço!

Sem mudanças para o segundo tempo, o Palmeiras manteve o ritmo e partiu pra cima do combalido inimigo. Quase marcou com William Bigode aos oito, mas aos dez não teve jeito: após receber passe curto de bastos, Tchê Tchê cortou pelo meio e meteu um chute de esquerda de fora da área, no canto esquerdo do goleiro. OUTRO golaço.

A defesa se matinha segura, com excelentes atuações de Mina e Thiago Santos. No ataque, Bastos recebeu bola longa invertida, dominou, tocou de calcanhar para Fabiano cruzar e Egídio cabecear, para a infeliz defesa do goleiro. Uma pintura de lance, que seria mais um golaço. Borja entrou no lugar do William e já quase marcou após toque de Guerra. Mas um minuto depois não teve jeito: Bastos enfiou para Borja, que dividiu com goleiro e zagueiro. Guerra acompanhou, pegou a sobra e tocou para o gol vazio. A bola foi devagar, até difícil de enxergar lá da Gol Norte, mas ela entrou no canto e Guerra confirmou seu primeiro gol.

Keno e Jean substituíram Dudu e Fabiano, e o time reduziu o ritmo aos gritos de "olé" da torcida. Cabia mais, muito mais, e Keno ainda quase fez o seu no final. Apesar da força que o juiz deu (um absurdo a arbitragem, a quantidade de lances interrompidos de maneira bizarra), o inimigo teve que agradecer por ter levado só três. Festa no Palestra, e confiança para Eduardo Baptista e para todo o elenco pro jogo de quarta-feira!







quarta-feira, 1 de março de 2017

25/02/2017 - Palmeiras 4x1 Ferroviária

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista




Após um breve encontro com amigos em um bar nas imediações do Palestra pudemos ver o Palmeiras vingar a derrota de virada sofrida em 2016 para a Ferroviária. Ainda sob desconfiança da torcida por causa da derrota no clássico no meio da semana, o time voltou a utilizar o esquema tático do ano anterior, embora utilizando Zé Roberto como volante e Egídio na lateral.

Embora um pouco desprotegido pelo meio, o Palmeiras não correu riscos frente a um adversário totalmente retrancado, e abusou das jogadas pelas laterais. Após boa jogada entre Jean e William, Keno surgiu para marcar o primeiro, de cabeça. Continuamos a pressão, e apesar de boas chances de William (que pegou mal na bola e perdeu lance incrível) e novamente de Keno (que driblou o goleiro e tocou sem ângulo, mas o zagueiro tirou em cima da linha), o primeiro tempo acabou com vitória parcial pela contagem mínima.

Mesmo sem o mesmo volume da primeira etapa, o Palmeiras continuou insistindo e fez o segundo gol após cobrança de falta na linha lateral direita da área: Jean rolou para Michel Bastos soltar a bomba. Eduardo mexeu, mandando o estreante Borja no lugar de William, e Roger Guedes no lugar de Keno. Antes ainda das substituições e do gol a Ferroviária ameaçou Prass por diversas vezes, aumento a pressão no estádio. Em lance acidental, a bola bateu no braço de Bastos e o juiz deu pênalti. Prass defendeu, mas não sem antes se adiantar - embora seu passo a frente tenha sido induzido pela paradONA do atacante na cobrança. Na segunda cobrança, o adversário diminuiu.

Mas passados alguns minutos de alguma apreensão o Palmeiras desencantou: em contra-ataque, Borja brigou no meio de campo e tocou pra Dudu, que não foi egoísta e rolou de volta nas costas do zagueiro. Com tranquilidade e precisão, Borja marcou seu primeiro gol pelo Palmeiras. Ainda houve tempo para o gol de Roger Guedes, de cabeça, após cobrança de Raphael Veiga (que entrara no lugar de Thiago Santos). Com paz momentânea no Palestra enquanto a Libertadores se aproxima, ficamos aguardando a próxima partida e pelo esquema que Eduardo Baptista levará a campo.








sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

16/02/2017 - Palmeiras 2x0 São Bernardo

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



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Pela terceira rodada o Palmeiras buscava esquecer a derrota anterior que, convenhamos, dado o elenco acabou vindo cedo demais. Sob desconfiança(!) e ameaça de crise(!!) gerada por sua própria torcida(!!!), Eduardo Baptista manteve seu formato 4-1-4-1, mas desta vez sem invenções. Zé Roberto e Jean fizeram as laterais, e Dudu e Roger Guedes jogaram em seus lados de origem.

Embora melhor que no domingo anterior, o time demorou a elaborar jogadas e parecia observar o time adversário, estudando a melhor forma de furar a defesa. O São Bernardo conseguia encaixar algumas trocas de passes e envolvia nosso meio de campo - apesar do grande alarde, Felipe Melo ainda está devendo. Ele tem qualidade, faz algumas jogadas, mas notei um 'caminhar' durante todo o primeiro tempo (e não só nesta partida), perigosíssimo para um meio que tem apenas ele na proteção da zaga. Seu showzinho motivacional "ousado" em certos lances podem cativar a torcida, mas afinal ele veio pra jogar bola. Veremos!

O primeiro tempo acabou sem gols, e a organizada fez a pior coisa para o momento: criticou Eduardo, e gritou "Cuca" como faziam no ano passado. Os demais torcedores vaiaram, e o clima ficou ruim. Crise auto-instaurada, sem necessidade. Na volta, sem mudanças (outro erro), sofremos alguma pressão do adversário logo no começo, e então vieram as trocas: Bastos no lugar de Guedes, e Veiga no lugar de Guerra. Preenchendo o meio William e Dudu ficariam mais livres. Não deu outra: boa jogada pela direita, cruzamento na área e Dudu marcou - e foi comemorar com Eduardo Baptista.

Com ânimo renovado, o time passou a jogar mais leve e Dudu ainda arrumou um pênalti (que começou fora da área, mas o juiz interpretou diferente). Jean cobrou colocado no canto esquerdo do goleiro e marcou o segundo. Keno ainda estrou no lugar de Moisés (que fez boa partida), e deu mais velocidade com toques rápidos com Bastos. Vimos então um time de qualidade, com boas armas e variações. Que Eduardo acerte este Palmeiras como no segundo tempo para as próximas partidas.