sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

16/02/2017 - Palmeiras 2x0 São Bernardo

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



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Pela terceira rodada o Palmeiras buscava esquecer a derrota anterior que, convenhamos, dado o elenco acabou vindo cedo demais. Sob desconfiança(!) e ameaça de crise(!!) gerada por sua própria torcida(!!!), Eduardo Baptista manteve seu formato 4-1-4-1, mas desta vez sem invenções. Zé Roberto e Jean fizeram as laterais, e Dudu e Roger Guedes jogaram em seus lados de origem.

Embora melhor que no domingo anterior, o time demorou a elaborar jogadas e parecia observar o time adversário, estudando a melhor forma de furar a defesa. O São Bernardo conseguia encaixar algumas trocas de passes e envolvia nosso meio de campo - apesar do grande alarde, Felipe Melo ainda está devendo. Ele tem qualidade, faz algumas jogadas, mas notei um 'caminhar' durante todo o primeiro tempo (e não só nesta partida), perigosíssimo para um meio que tem apenas ele na proteção da zaga. Seu showzinho motivacional "ousado" em certos lances podem cativar a torcida, mas afinal ele veio pra jogar bola. Veremos!

O primeiro tempo acabou sem gols, e a organizada fez a pior coisa para o momento: criticou Eduardo, e gritou "Cuca" como faziam no ano passado. Os demais torcedores vaiaram, e o clima ficou ruim. Crise auto-instaurada, sem necessidade. Na volta, sem mudanças (outro erro), sofremos alguma pressão do adversário logo no começo, e então vieram as trocas: Bastos no lugar de Guedes, e Veiga no lugar de Guerra. Preenchendo o meio William e Dudu ficariam mais livres. Não deu outra: boa jogada pela direita, cruzamento na área e Dudu marcou - e foi comemorar com Eduardo Baptista.

Com ânimo renovado, o time passou a jogar mais leve e Dudu ainda arrumou um pênalti (que começou fora da área, mas o juiz interpretou diferente). Jean cobrou colocado no canto esquerdo do goleiro e marcou o segundo. Keno ainda estrou no lugar de Moisés (que fez boa partida), e deu mais velocidade com toques rápidos com Bastos. Vimos então um time de qualidade, com boas armas e variações. Que Eduardo acerte este Palmeiras como no segundo tempo para as próximas partidas.







quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

12/02/2017 - Ituano 1x0 Palmeiras

Estádio Novelli Júnior - Campeonato Paulista



Após passar um fim de semana a passeio em Itu fiz minha primeira visita ao estádio Novelli Júnior, para acompanhar o Palmeiras na segunda rodada do Campeonato Paulista, além da estreia do colombiano Alejandro Guerra, um de nossos novos reforço. Após vencer de forma um tanto apática na estreia, a expectativa de uma grande atuação - mesmo com quatro desfalques do time titular - era grande para esta partida. Não foi o que aconteceu.

Taticamente postado de forma diferente (a principal - e mais estranha - alteração foi Dudu jogando aberto pela direita, e não pela esquerda), o Palmeiras iniciou a partida um tanto perdido, e cada jogador parecia buscar ainda seu espaço. Jean iniciou pelo meio, mas com a lesão de Fabiano logo no início voltou para a lateral direita - e pareceu totalmente fora de ritmo. Perdeu divididas perigosas que só não se transformaram em gols graças a Fernando Prass.

Levamos meia hora para achar o entrosamento, e então as jogadas começaram a sair. Guerra demonstrou muita qualidade e armou boas oportunidades, ao lado de Roger Guedes e também com tabelas com  William. Após o intervalo, no entanto, levamos um gol após escanteio e falha de marcação de Thiago Santos. Foi o que precisou para que o Ituano começasse a cera, e que os nervos saíssem do lugar.

Vimos uma sucessão de erros de passes, bolas relativamente fáceis perdidas, falta de entrosamento e, por que não, também de interesse. Palmeiras achou que o gol sairia a qualquer momento. Mesmo com as trocas de Eduardo Baptista o time não saiu do marasmo, e arrastou-se até os 51 minutos com o mesmo placar. Após muitos meses o Palmeiras voltou a perder, e o sinal amarelo já apareceu para muitos torcedores.







05/02/2017 - Palmeiras 1x0 Botafogo-SP

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



Após dois empates em dois amistosos o Palmeiras iniciou a temporada oficial em casa, novamente contra o Botafogo de Ribeirão Preto. O adversário havia sido um dos melhores times do interior no campeonato de 2016, e embora tenha assustado Fernando Prass em algumas ocasiões não demonstrou grande poder de fogo, jogando mais nos nossos erros em abusando de despretensiosos chutes de longe.

O Palmeiras, por sua vez, não apresentou as armas que todos esperavam e teve uma atuação bem abaixo das expectativas. Mesmo com um gol relâmpago de Tchê Tchê ao início do segundo tempo, o time não demonstrou entrosamento e nem de longe lembrava o toque de bola do fim da temporada passada. O resultado foi um jogo morno, com poucas jogadas planejadas. Eduardo Baptista demonstrou variações táticas com suas substituições, mas nada que surtisse efeito. Que seja realmente apenas reflexo do início da temporada.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

29/01/2017 - Palmeiras 1x1 Ponte Preta

Estádio Palestra Italia / Allianz Parque - Amistoso


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Era o segundo amistoso da pré-temporada de 2017, o primeiro em casa, estreia dos novos reforços e também de Eduardo Baptista, novo comandante do Palmeiras. Ao contrário do que se viu no amistoso contra a Chapecoense, o time demonstrou aplicação tática e usou a partida para testar suas armas ofensivas e o novo esquema tático.

O Palmeiras parecia atacar com os onze jogadores, demonstrando um volume de jogo surpreendente, além de muito dinâmico.Foram diversas chances de gol, incluindo um perigoso chute de fora da área e um lance em que a trave salvou a Ponte duas vezes e que também contou com grande intervenção do goleiro. 

Após um primeiro tempo movimentado, Baptista trocou o ataque mais leve e "flutuante" por um centroavante fixo, mostrando variação tática interessante e que certamente será utilizada nos campeonatos. Barrios, no entanto, entrou e irritou a torcida com erros bobos (incluindo um gol perdido de forma bizonha), sendo inclusive vaiado. O Palmeiras seguia atacando com tudo que tinha, mas um festival de substituições - normal de qualquer amistoso - acabou tirando muito do entrosamento e da qualidade do jogo.

Aos 30, finalmente o gol: Dudu tocou de calcanhar para Zé Roberto, que enxergou Barrios na área e cruzou na medida para o gol (e a redenção) do paraguaio. A Ponte, no entanto, conseguiu seu quarto jogo no Allianz sem derrota ao ganhar um pênalti no fim do jogo, após uma bola bater no braço de Rafael Marques. Empate um tanto amargo, mesmo para um amistoso, e mesmo com o bom futebol apresentado.






segunda-feira, 28 de novembro de 2016

27/11/2016 - Palmeiras 1x0 Chapecoense

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Faltava muito pouco, estávamos muito próximos, mas não era possível ainda comemorar ou deixar a ansiedade de lado. O fim de semana custou a passar. Eu estava fora da cidade no domingo de manhã quando as primeiras notícias sobre o cerco da PM ao estádio começaram a aparecer, e isso só piorou o nervosismo. Com horas de antecedência desci pro estádio para curtir o clima pré-jogo - ao menos o pouco que nos foi permitido.

Já dentro, o clima de festa não podia ser disfarçado. Parecia mera questão de tempo, e o gol que o rival direto levou no outro jogo animou ainda mais as coisas. O Palmeiras fez uma partida calma, competente, e o adversário não veio com sua força máxima. Tudo conspirava a favor, quando após jogada ensaiada Fabiano fez o (belo) gol único da partida, na metade do primeiro tempo. Aí sim, não dava mais para achar que algo daria errado.

A torcida segurou o grito de campeão até os 35 do segundo tempo. A torcida, claramente emocionada, cantava sem parar. Cuca ainda deu o "golpe de misericórdia", colocando Fernando Prass no lugar de Jaílson a poucos minutos do fim, o que se tornou uma bela homenagem para ambos. Quando o jogo do Maracanã acabou o locutor do Palestra tentou ainda com a bola rolando anunciar o título alviverde, mas mal pudemos ouvir. O barulho feito pela torcida (que quebrou o recorde de público do estádio) era ensurdecedor.

Título merecido e incontestável. Oscilamos, mas mantivemos a pegada e contamos com muitas variações táticas para vencer adversários diretos, clássicos e superar desfalques. Foi uma campanha sensacional - e nervosa, claro - que chegou ontem ao fim da melhor forma possível. Maurício Galliote, novo presidente do Palmeiras, veio à Gol Norte agradecer e reverenciar a torcida. Os jogadores se reuniram no meio do campo para as fotos e para erguer a taça, e então deram a volta olímpica. Prass carregou Jesus nos ombros, e a festa se encerrou com uma fantástica queima de fogos.

Palmeiras: Eneacampeão brasileiro!










 



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

20/11/2016 - Palmeiras 1x0 Botafogo-RJ

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Penúltima partida em casa em 2016, e finalmente tivemos a Gol Norte à disposição novamente com o término da lamentável punição. Houve novamente o cerco da PM nos arredores do estádio, o que também foi lamentável, mas nada que estragasse a festa. O Palmeiras jogava com a possibilidade de confirmar o título, dependendo de uma improvável combinação de resultados. Sem ligar (muito) para as demais partidas, o time foi pra cima para garantir o resultado em casa.

Não foi nada fácil. Foram muitos lances perigosos para os dois lados, e Jaílson precisou trabalhar bem. Perdemos Mina por contusão logo no começo, e Cuca colocou Thiago Martins no lugar sem mudança tática. Quase abrimos o placar no primeiro tempo com Gabriel Jesus, Dudu e Moisés - que, aliás, em minha opinião foi o melhor da partida. 

No segundo tempo, após uma chance para cada lado, o Palmeiras finalmente fez o gol da vitória: Dudu repetiu o lançamento que fizera na rodada anterior, mas com o desvio ela não chegou até Gabriel Jesus na maneira correta. Ele então girou e cruzou para o meio da área, onde o próprio Dudu desviou de cabeça para as redes. Tivemos mais alguns lances perigosos, mas foi só deixar o tempo passar e comemorar. O elenco todo novamente se abraçou no gramado, e poucas vezes se viu sintonia tão grande entre time e torcida. Falta muito pouco...