terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Acompanhando o Palmeiras por aí...

Uma das estatísticas ali do lado esquerdo do blog é o número de estádios em que já estive. Não chega a ser um número expressivo, já que poucas vezes de fato viajei para ver o Palmeiras fora de casa, muito mais por medo de não conseguir ingresso do que efetivamente pela distância. Quando surgia a oportunidade, no entanto, eu tratava de aproveitar. Vamos então à lista e a alguns jogos emblemáticos em cada um dos estádios em que eu já estive acompanhando o Palmeiras.


Estádio Palestra Itália / Allianz Parque


Palco do primeiro jogo oficial que vi (descrito aqui). Não é necessário falar ainda mais sobre Nossa Casa, seja a antiga, aquela que conheci quando pequeno, ou a nova, moderna arena recém inaugurada. Este lugar tem história, e eu tenho história ali.



Estádio Paulo Machado de Carvalho / Pacaembu


O belo Estádio Municipal serviu de casa para o Palmeiras durante boa parte da reforma do Palestra, mas foi também por mito tempo o principal palco dos clássicos na Capital. Meu primeiro jogo neste estádio foi Palmeiras 4x0 Portuguesa pelo Campeonato Paulista de 1993, mas as visitas se tornaram frequentes mesmo entre 2013 e 2014.


Estádio Comendador Souza (ou Nicolau Alayon)


Muitos jogos das categorias de base ou do time B eram mandados no estádio do Nacional, logo em frente à Academia de Futebol. Eu estive lá apenas uma vez, para acompanhar Palmeiras-B 4x0 União Mogi, pela disputa da A3 de 2009. O União era o lanterna, e só levava goleadas. Lembro de ter chegado atrasado, aos 5 minutos de jogo, e o placar já estava 1x0 para nós.



Estádio Doutor Osvaldo Teixeira Duarte / Canindé


Conheci o Canindé na condição de visitante em jogos contra a Portuguesa, dona da casa. Durante a reforma do Palestra, no entanto, o time adotou o estádio como casa temporada, principalmente durante o ano de 2011. Uma discussão com a diretoria deles, no entanto, terminou com o acordo. Melhor assim.



Estádio do Panetone


Hoje elefante branco, essa monstruosidade foi palco de todos os clássicos por quase duas décadas, graças à reconhecida incompetência de quem deveria garantir a segurança. Claro que houve, vamos admitir, a complacência das diretorias rivais, que também utilizaram o local em busca de maior renda. Essa era acabou, e eu não devo mais voltar. Não darei nem mais um centavo pro Inimigo.

Foram muitas partidas ali, mas a grande maioria não está aqui registrada (incluindo aí o título do Brasileiro de 1993, em cima do Vitória). Fico com apenas duas:



Arena SCCP / Itaquerão


Construído pra Copa, virou palco dos derbys com mando do rival. Graças ao comodismo de quem deveria garantir a segurança, conseguir ingresso na torcida adversária tornou-se tarefa quase impossível. Pude conhecer o estádio graças a um ingresso de um amigo para a torcida adversária. Foi provavelmente a primeira e última vez.



Estádio Conde Rodolfo Crespi / Rua Javari


Estive na Rua Javari diversas vezes, por ter uma certa simpatia pelo time da Moóca (e pelos cannoli lá vendidos). Para ver o Palmeiras estive uma única vez, sequer registrada neste blog, em agosto de 2012. Era a partida do time B pela Copa Paulista, contra o time de São José dos Campos. Vitória verde por 3x1.


Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul)


A proximidade deste estádio com a casa dos meus avós facilitou visitas com alguma frequência. Meu primeiro jogo foi aqui, ainda muito criança, na inauguração, Palmeiras 6x1 São Caetano. Depois da reforma (e da ascensão do time local) estive ali diversas vezes, e ao início só vi desastres, em diversas competições. Estádio modesto e não muito bem planejado, mas interessante pela localização e pelas arquibancadas de madeira.



Estádio Municipal Giglio Portugal Pichinin / Baetão (São Bernardo do Campo)


Casa do São Bernardo até que o estádio Primeiro de Maio ficou pronto. Nada mais é que um campo de grama sintética, utilizado também na Copa São Paulo de Futebol Junior. O único jogo que vi aqui foi em 2010, pela A3 do Campeonato Paulista. O Palmeiras-B levou 5x2 do São Bernardo, em um jogo que foi interrompido pela chuva. Lembro das poças no gramado sintético, e dos assistentes tirando a água com rodos, como em quadras de vôlei. Último jogo em que fui com meu avô...



Arena Barueri


A Arena Barueri também foi, durante algum tempo, uma das cadas adotadas pelo Palmeiras durante a reforma do Palestra. O acesso era bem mais complicado que ao Pacaembu ou ao Canindé (principalmente quando eu vinha de São José dos Campos direto pro jogo), mas a diretoria insistiu no 'buraco' por um bom tempo. São agradáveis lembranças ali, no entanto.


Estádio Urbano Caldeira / Vila Belmiro (Santos)


Também pela dificuldade em conseguir ingressos, estive neste ultrapassado amontoado de assentos apenas uma vez. Estádio extremamente modesto, que deixa o setor de visitantes atrás não de uma, mas de duas grades, deixando todos com a visão "quadriculada", além de limitadíssima.


Estádio Brinco de Ouro da Princesa (Campinas)


Estive duas vez no Brinco de Ouro, mas apenas uma para acompanhar o Palmeiras. Foi no empate sem gols contra o Guarani durante o Brasileiro de 2010, partida em que estive 'de surpresa', já que tinha compromisso na região no dia seguinte. Além deste jogo, estive lá em uma terça-feira (indo e voltando de São Paulo) com meu irmão e um amigo bugrino para ver o dono da casa bater o Brasiliense por 2x1, pela série B de 2009.


Estádio Martins Pereira (São José dos Campos)


Casa dos dois times da cidade, o São José EC e o São José FC(!). Eu honestamente não me lembro qual dos dois é o principal, e qual deles há até bem pouco tempo se chamava Joseense. O estádio começou a ser reformado em meados de 2012, com a pretensão de fazer da cidade a sede de treinamentos para alguma seleção da Copa. Não teve sucesso, as reformas ficaram incompletas, e o estádio ainda é emprestado para eventos, campeonatos considerados menores e partidas das categorias de base dos clubes grandes (inclusive do próprio Palmeiras na Copa SP de Juniores de 2016). Estive no estádio também para São José EC 0x0 Brasilliense, em 2012.


Estádio Novelli Junior (Itu)


Tão próximo e tão longe, conheci a casa do Ituano apenas em 2017 durante um fim de semana de passeio pela região. Infelizmente saímos com derrota, mas valeu por ter conhecido o estádio.


Estádio Doutor Adhemar de Barros / Fonte Luminosa (Araraquara)


Outra cidade com pretensões a sub-sede da Copa do Mundo, e outro estádio totalmente remodelado sem previsão de uso. Esta é a Fonte Luminosa, em Araraquara, que abriga a modesta Ferroviária. Estive lá a trabalho e pude acompanhar um torneio de futebol feminino, e fiquei hospedado no mesmo hotel das delegações. O estádio é realmente muito bonito e organizado. Uma pena, mais um desperdício.



Estádio Romildo Vitor Gomes Ferreira / Vail Chaves (Mogi Mirim)


Com compromissos de trabalho na região, antecipei a viagem e passei por Mogi no domingo para acompanhar o Palmeiras. De estrutura simples, desde o gramado aos vestiários, o estádio não deixa de ser bonito. Muita confusão apenas na compra do ingresso, com apenas uma bilheteria.



Estádio Nilton Santos / Engenhão (Rio de Janeiro)


Construído para os Jogos Panamericanos de 2007 e 'doado' ao Botafogo depois, o estádio é bem bonito e moderno, apesar da péssima localização. Estive lá duas vezes, uma enquanto estava na cidade a trabalho e na outra aproveitando a viagem que fiz para ver o show do Rush, ambas contra os donos da casa.



Estádio Jornalista Mário Filho / Maracanã (Rio de Janeiro)


Além de outras partidas locais estive no Maracanã para ver o Palmeiras em duas oportunidades, uma antes e outra depois das reformas para a Copa do Mundo. Em minha opinião um estádio com pouco a apresentar, e superestimado por causa de sua inegável importância histórica. Foi, de fato, desfigurado depois da reforma.



Estádio Major Antônio Couto Pereira (Curitiba)


Antes do excelente resultado da primeira partida da final da Copa do Brasil 2012 eu já tinha comprado um pacote da Palmeiras Tour para o segundo jogo, a finalíssima, em Curitiba. A chegada ao estádio foi conturbada pelo grande número de pessoas, e pouco pude ver pelo lado de fora. O setor de visitantes é decente, ao menos, e de lá pude ver o Palmeiras campeão e ainda comemorar meu aniversário.



Claro que estive também em diversos outros estádios, mas listei aqui apenas os em que pude acompanhar um jogo do Palmeiras. Faço menção honrosa ao simpático estádio do XV de Jaú, por exemplo, time que espero que reabra suas portas no futuro. Com o tempo, espero atualizar este post com novos locais.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

02/12/2015 - Palmeiras 2(4) X (3)1 Santos

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Copa do Brasil



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O último jogo em casa da temporada, última visita ao Palestra em 2015. O ano poderia encerrar-se com um título e com a vaga para a Libertadores de 2016. Depois de um jogo de ida conturbado por brigas, cartões, arbitragem, gramado e afins, o Palmeiras chegava à finalíssima desacreditado. Obviamente que este desprezo todo veio através de TODA a imprensa - que tripudiou sobre o Palmeiras durante o semestre inteiro - mas não de sua torcida: foram 40 mil dentro do Palestra, e aproximadamente 35 mil fora dele para companhar o jogo.

Não é preciso estender o relato. A chegada foi difícil, confusa, com ruas lotadas embora organizadas dentro do possível. Em campo, mesmo com desfalques o Palmeiras engoliu o adversário, teve muito mais volume de jogo (apesar de alguns sustos), e viu até mesmo Matheus Salles, prata da casa, anular o chamado "melhor do Brasil" dentro de campo. Dudu abriu o placar em bela jogada de Robinho aos 11 do segundo tempo, e o mesmo Dudu encaminhou a taça aos 39 ao marcar novamente. Dois minutos depois o adversário descontou, levando a decisão aos pênaltis. Mesmo perdendo um pênalti o Palmeiras conseguiu levar a melhor, com direito a última cobrança de Fernando Prass.

Não dá pra descrever cada uma das sensações, desde chegar à região tomada de palmeirenses, passando por casa um dos gols (a favor e contra), a tensão dos pênaltis e finalmente a entrega da taça. Mas o que importa é que ela é nossa, de maneira limpa e inquestionável, e com certo gosto de alma lavada dado o despeito com que fomos tratados. Há muito o que consertar, mas que aproveitemos a pré-temporada para isto e que ano que vem continuemos calando críticos, de maneira ainda mais incisiva.

Obrigado Palmeiras!!!











Um vídeo que fiz com alguns momentos da torcida antes e depois do jogo:


E os melhores momentos da partida:


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

29/11/2015 - Palmeiras 0x2 Coritiba

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Clique aqui para a ficha técnica

Com exceção de Lucas (já que o lateral direito está suspenso para o segundo jogo da final da Copa do Brasil) o Palmeiras foi a campo com um time totalmente reserva, incluindo o goleiro Fábio que não atuava desde setembro de 2014. Mesmo desinteressado e desfalcado, era o Palmeiras em campo então fui ao estádio companhar a última partida em casa deste lamentável campeonato brasileiro de 2015.

Apesar da (pesada) chuva o gramado demonstrou boas condições. O jogo em si foi péssimo, levado pela total falta de motivação e comprometimento do Palmeiras, e pela falta de qualidade do Coritiba. Perder, ainda mais em casa, nunca pode se tornar uma constante, mesmo com time reserva - afinal, eles também treinam durante a semana, contra os titulares, e teriam que no mínimo demonstrar alguma vontade.

As desculpas vão de falta de entrosamento até desmotivação por causa de uma possível lista de dispensas. De bom, as entradas de Jóbson e Juninho, crias da base, que podem fazer parte do elenco na próxima temporada. Acabou enfim o campeonato brasileiro de 2015 para o Allianz Parque, que teve seu pior público da história nesta partida.