segunda-feira, 13 de novembro de 2017

12/11/2017 - Palmeiras 2x0 Flamengo

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro




Mesmo com campanha errática o Palmeiras chegara à vice-liderança do campeonato, dependendo apenas de suas forças a partir da rodada 32 para levar o decacampeonato em 2017. Foi quando as forças obscuras - mas sempre presentes - do nojento futebol brasileiro atacaram: após ser descaradamente prejudicado em casa (e ainda assim garantindo o empate), o Palmeiras foi novamente operado em Itaquera e o resultado garantiu mais um título com asterisco ao rival que, deforma repulsiva (mas não surpreendente), celebra a "malandragem" na conquista.

Posteriormente amargamos ainda mais uma derrota, numa desanimada (como não poderia deixar de ser) partida de meio de semana. Após (violento) protesto da torcida poucas horas antes do jogo, o Palmeiras veio ao Palestra para bater no equivalente carioca da escória do futebol. O time do cheirinho de 2016 sequer entrou em campo, e viu o Verde dominar a partida desde o início, pouco fazendo para reagir.

Valentim escalou Deyverson no ataque (Borja na seleção e William como opção no banco), além de Felipe Melo como volante. Tchê Tchê ficou ao lado de Moisés, como em boa parte de 2016, e fez grande partida. Na esquerda, Michel Bastos substituiu o desgastado (em todos os sentidos) Egídio, e foi por ali que Deyverson quase marcou logo de cara. Nosso gol saiu pouco depois: Moisés deu lindo passe pelo alto encontrando Deyverson dentro da área, que dominou e bateu prensado, mas o suficiente para tirar o goleiro. A bola entrou devagar, quicando.

Ainda no primeiro tempo, Keno recebeu pela esquerda e invadiu a área, tirou do zagueiro e chtou de perna direita, com veneno. A bola fez a curva e explodiu na trave - um pecado! No entanto, o rebote veio para um bem posicionado Deyverson que só teve o trabalho de escorar de cabeça para marcar o segundo.

O segundo tempo seguiu com pleno domínio palestrino, com oportunidades para Felipe Melo de cabeça, para Thiago Santos (tanto de cabeça quanto com o pé, perdendo uma chance incrível) e  para Dudu, que bateu de longe com endereço, defendida pelo goleiro. E a partida terminou desta forma, com aquela sensação do que poderia ter sido o campeonato se os interesses escusos de muitos não tivessem feito a diferença a favor do rival. Ano que vem se aproxima e seremos novamente protagonistas, e caminhando para estarmos também diretamente na fase de grupos da Libertadores.








terça-feira, 31 de outubro de 2017

30/10/2017 - Palmeiras 2x2 Cruzeiro

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro


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O baixíssimo nível técnico e os recorrentes tropeços dos rivais diretos nos permitiram uma arrancada nas três rodadas anteriores. Ocupávamos aqui a segunda posição na tabela, com chances reais de assumir a liderança já na próxima rodada dependendo apenas de nossas próprias forças. Nossas forças, no entanto, bateram de frente com a do juiz que, inacreditavelmente, anulou um gol legítimo que decretaria a nossa virada.

Logo de cara, no entanto, uma bobagem nos fez ficar atrás do placar: uma bola longa resultou em um cruzamento pra área. Juninho, talvez pelo pé trocado, tentou explodir mas acabou chutando pra trás, matando Prass. O time não se abateu, ao que nos pareceu, e emendou uma sequência de ataques que, embora pouco efetivos, pautaram o ritmo da partida. Depois de muitas tentativas pelas laterais, Egídio cruzou e Dudu tentou gol de letra. O goleiro deu rebote e Borja, oportunista, encheu o pé pra empatar.

Só dava Palmeiras, ataque contra defesa, e em bola recuperada Keno disparou e tentou encobrir o goleiro, perdendo chance incrível - a bola saiu por cima. Logo depois, foi a vez de Dudu disparar e ter tudo para marcar, mas preferiu tocar pra Keno - o passe foi cortado, e a bola foi para escanteio. Na cobrança, o lance capital: Borja subiu e marcou, mas o juiz deu falta do colombiano. Não vale nem a pena comentar, é só ver o vídeo aí em baixo.

Sem mudanças, o segundo tempo começou com correria alviverde mas com o adversário também um pouco mais ligado. Depois de levarmos um susto em uma reposição de Prass, tivemos duas boas oportunidades com Keno e Jean, mas acabamos levando o segundo: em novo vacilo da defesa, Mayke não cortou um lançamento e Juninho perdeu o tempo, deixando o adversário sozinho para invadir a área e colocar por cima de Prass.

Valentim pôs Roger Guedes no lugar de Jean, mas o time - ainda batendo cabeça pelo novo posicionamento pela pressão de estar novamente atras no placar - quase leva o terceiro, em nova bola enfiada que deixou o adversário sozinho. Desta vez, Mayke conseguiu tirar. Na vontade, o Palmeiras passou a exercer uma pressão insuportável, um verdadeiro bombardeio. Tentando aproveitar melhor as bolas na área Valentim pôs Deyverson no lugar do Keno. Finalmente, após um lateral o cruzamento de Dudu encontrou Borja na área, que dominou e bateu "meio de voleio". Um golaço!

Injustamente, a pressão final do Palmeiras não deu resultado e a partida terminou com o empate. Placar injusto, dadas as circuntâncias, mas permanecemos vivos, no domingo tem dérbi e ele será o fator determinante de nossas pretensões no campeonato. Convenhamos, para quem há poucos dias tinha dúvidas da classificação para a Libertadores, estar em nossa situação é mais que gratificante.








sexta-feira, 20 de outubro de 2017

19/10/2017 - Palmeiras 2x0 Ponte Preta

Estádio do Pacaembu - Campeonato Brasileiro




Mais uma vez no Pacaembu (o Allianz ainda estava com a estrutura de shows, desta vez devido à apresentação de John Mayer na noite anterior) o Palmeiras veio a campo para garantir a boa sequência iniciada no fim de semana, fora de casa. Foi a primeira partida em casa com Alberto Valentim como técnico, e ele repetiu a mesma formação que vencera a última partida - William permaneceu à frente, deixando Borja e Deyverson no banco, com Keno e Dudu pelos lados. Moisés (Guerra novamente se lesionou) ficou com a criação, tendo Bruno Henrique e Tchê Tchê na contenção. Mesmo com a volta de Mina , Juninho fez a dupla de zaga com Edu Dracena.

Jogo movimentado, em que o almeiras foi pra cima e teve pelo menos dois lances de perigo antes do adversário ajustar a marcação por zona. Levamos sustos, e Prass precisou trabalhar, fechar ângulos e crescer em contra-ataques, No geral, éramos melhores e exigimos muito mais do goleiro do lado de lá. Aos 27, o gol: Dudu cobrou rápido o lateral para William, que enxergou Moisés pelo meio. Nosso camisa 10 completou pra ótima defesa do goleiro, mas no rebote Keno disputou a bola e pôs no canto. Placar justo.

(Houve depois um princípio de comoção porque o gandula "devolveu a bola rápido demais". Acho que isto não merece nem comentários...)

O jogo segiu no mesmo ritmo, embora William tenha sentido a perna antes do fim, sendo substituído por Borja. Sem modificações no intervalo, o Palmeiras voltou com a mesma proposta e continuou agredindo e tomando iniciativa. Mesmo com algumas investidas do adversário, o Palmeiras chegou ao segundo gol novamente aos 27: Keno escorou de cabeça um chutão, acionando Borja que, com categoria, chapelou o goleiro e completou de cabeça. Um golaço!

Houve tempo para uma bela jogada de Dudu, que cruzou na área. Borja dominou mas, encoberto, rolou pra Keno. Com a defesa recomposta a bola acabou se perdendo. Fim de jogo, três pontos a mas e vaga para a Libertadores bem encaminhada.







segunda-feira, 16 de outubro de 2017

12/10/2017 - Palmeiras 2x2 Bahia

Estádio do Pacaembu - Campeonato Brasileiro




Voltava de viagem, sem dormir e sofrendo com o fuso horário, mas era dia de Palmeiras então fiz o esforço de ir ao Pacaembu (o Allianz estava sendo preparado para o show de Paul McCartney) às 21:00 em noite de feriado. Depois de dez dias sem partidas oficiais o Palmeiras começou avassalador: logo aos dois minutos Dudu recuperou a bola, que sobrou paraa Deyverson que cruzou para a área. Moisés amorteceu e William escorou, marcando nosso primeiro gol.

Foram vários minutos com pressão total do Palmeiras sobre um adversário combalido, gerando uma expectativa de goleada. Os visitantes no entanto puseram a cabeça no lugar e equilibraram o jogo, e chegaram a assustar Prass com chutes à distância, mas com endereço. Ainda assim, mesmo após mais de meio tempo muito ruim, o Palmeiras chegou ao segundo gol com Bruno Henrique após boa troca de passes. E a alegria acabou aí.

Levamos um gol de escanteio, já nos acréscimos, após uma sequência de pequenas falhas em lances consecutivos. Nada a mudar no intervalo, mas sem evolução na postura do time Cuca mandou a campo Felipe Melo no lugar de Bruno Henrique, para delírio(!?) da torcida. Ali, naquele momento, ficou claro que algo não estava certo. Antes, Cuca já tinha posto Borja no lugara de Deyverson, alteração também pedida pela torcida.

Tivemos chances, a mais clara delas com Dudu que acabou tocando de calcanhar de forma displicente e permitiu que o goleiro se recuperasse. O adversário gostava do jogo e pôs pressão, que deu resultado já próximo do final do jogo: Roger Guedes (que acabara de entrar) chocou-se contra o atacante na área, e o juiz marcou o pênalti. Por pouco não saímos com a derrota, que teria sido merecida pelo futebol apresentado.

Na tarde seguinte Cuca anunciaria sua saída do Palmeiras.







terça-feira, 19 de setembro de 2017

18/09/2017 - Palmeiras 1x0 Coritiba

Estádio do Pacaembu - Campeonato Brasileiro




Após um longo hiato o Palmeiras voltou a jogar como mandante, mesmo que 'fora de casa' (o jogo foi marcado para o Pacaembu dada a ocupada agenda de shows no Palestra em setembro) e pela primeira vez no ano jogando numa segunda-feira. Sem William, Cuca preteriu Guerra e mandou Keno a campo pela direita, com Dudu na esquerda e Moisés na armação, tendo Deyverson como centro-avante. Na zaga, Juninho substituiu o suspenso Luan, fazendo dupla com Dracena. Fiquei apreensivo com Jean e Tchê Tchê de volantes, ambos leves, sem um Thiago Santos para desarmar, mas o time se mostrou bem colocado e manteve o controle no primeiro tempo.

O Palmeiras exerceu pressão o tempo todo, e o adversário chegou apenas em bolas paradas (uma delas exigiu grande defesa de Prass). Embora demonstrasse entrosamento e boa variação de jogadas, o Palmeiras chegou ao gol apenas aos 38 minutos: Dudu foi ao fundo pela esquerda, olhou pra área e cruzou rasteiro para Jean empurrar pra dentro. O mesmo Dudu teve grande chance logo depois, mas parou na grande defesa do goleiro - mais mérito dele que falha nossa. Fomos pro intervalo com a vantagem.

O adversário voltou mais fechado e acabou jogando em alguns de nossos erros, fazendo com que levássemos alguns sustos em bolas paradas e chutes de longe. Prass foi necessário algumas outras vezes, enquanto nosso ataque criava menos que no primeiro tempo. O relógio andava e o cansaço chegava. Cuca mandou Roger Guedes no lugar de Keno, tentando dar velocidade, mas ele pouco aproveitou. Mais tarde, pôs Thiago Santos no lugar de Jean para, agora sim, fechar de vez o meio. Borja teve nova chance e quase aproveitou, mas foi travado na hora da conclusão.

Saímos com os três pontos, mas esperávamos mais do time montado por Cuca. Não há mais argumentos com relação a falta de tempo e de treinamentos. Que sejam mantidos os pontos positivos e que ele faça mudanças pontuais para aproveitarmos melhor as chances e os contra-ataques nos próximos jogos.