sexta-feira, 25 de maio de 2018

19/05/2018 - Palmeiras 3x0 Bahia

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro


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A sequência de jogos em casa com a mesma precificação dos ingressos gerou um dos menores públicos do Palmeiras desde a inauguração do novo estádio. Novamente, a torcida presente parecia pronta para cornetar e criticar o tempo todo, mas o time titular (depois de termos jogado com os reservas pela Libertadores no meio da semana) tratou de marcar logo nos primeiros minutos, com William Bigode após assistência de Borja. 

Relaxado após o gol, o Palmeiras levou alguns sustos que incluíram uma bola na trave, mas conseguiu reassumir o controle do jogo e voltou à carga. Após escanteio curto, Marcos Rocha tabelou com Lucas Lima e serviu Antônio Carlos, que pôs pra dentro, marcando segundo gol da partida. Embora o adverdário ainda levasse algum perigo, ao fim do primeiro tempo o Palmeiras matou o jogo: Borja recebeu lindo passe de Lucas Lima e deixou o seu, indo comemorar com a torcida e acabando com a polêmica do meio da semana.

O segundo tempo começou com lances interessantes, mas o gás de ambos os times não durou muito. Roger Machado mexeu, colocando Hyoran, Guerra e Thiago Santos nos lugares de Borja, Keno e Felipe Melo, sem mexer na formação do time, apenas adiantando William Bigode. E foi William que perdeu um gol feito de forma inacreditável, recebendo sozinho dentro da área, sem goleiro, e carimbando o travessão. A jogada, no entanto, nasceu de lance irregular, como foi possível ver depois no vídeo.

Muitos ainda reclamam, pois "cabia mais" e o Palmeiras poderia, pelo saldo, estar em segundo lugar no campeonato. A evolução é clara, no entanto, e creio estarmos no caminho certo.









sexta-feira, 18 de maio de 2018

16/05/2018 - Palmeiras 3x1 Junior Barranquilla (COL)

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Taça Libertadores da América


Foi uma das mais atípicas noites que presenciei no Allianz Parque, ainda mais para um jogo de Libertadores. Mesmo com aproveitamento de campeão, a torcida de uma maneira geral foi tomada por uma nítida apatia, dadas as derrotas recentes (com ou sem roubo) e ao já garantido primeiro lugar do grupo. Havia ainda aqueles que consideravam que uma derrota não seria má(!!), já que eliminaria o rival argentino. Público relativamente baixo, e completamente calado nas arquibancadas.

Houve protesto da organizada, rebatido com vaias da torcida 'normal'. Clima tenso. Público, digamos, "diferente" do tradicional, ainda mais na Gol Norte. Cornetas 100% do tempo. Foi uma das experiências mais frustrantes que já tive na arquibancada - e olhem que eu estive em quase todas as partidas da 'era' 2010-2014.

Com oito reservas, o Palmeiras fez um primeiro tempo modesto, sofreu alguma pressão (principalmente nos primeiros minutos) e contou com intervenções precisas de Fernando Prass para não sair atrás. No ataque, com dificuldades em trocar passes rápidos (talvez pela falta de entrosamento), Dudu, William, Guerra e Borja tiveram oportunidades, mas esbarraram na defesa ou pecaram nas finalizações. O time saiu de campo sob vaias(!!!).

Sem mudanças, o time voltou já com Tchê Tchê mandando um chute de fora, que explodiu no travessão e subiu. Logo depois, o gol: Mayke pôs na área, o goleiro deu rebote e Borja, mesmo sem equilíbrio e com desvio, pôs pra dentro. Mesmo com o gol, o estádio só se incendeiaria de vez no lance seguinte: um pênalti ridiculamente marcado em um jogador que já estava impedido! Prass saltou e agarrou, sem rebote.

Agora o clima era outro, e teria sido ainda melhor se o goleiro não tivesse feito defesa espetacular após voleio de Borja. No lance seguinte, Prass explodiu a bola, William acreditou e dominou no ataque (enquanto Dudu, esperto, voltava do impedimento), e serviu Borja que fintou o goleiro e mandou pras redes, de cavadinha.

O juiz tornou a nos prejudicar validando um gol absurdamente impedido, mas Borja consolidou seu hat trick após cruzamento de Guerra em cobrança de falta. Vitória e liderança geral da competição garantidas.








quarta-feira, 2 de maio de 2018

29/04/2018 - Palmeiras 0x0 Chapecoense

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Brasileiro



Vindo de grande resultado na Argentina pela Libertadores, o Palmeiras poupou titulares para a maratona que ainda se estendia: até a Copa serão jogos em todos os fins e meios de semana, por três competições diferentes, todas com longas viagens. As novidades foram Weverton no gol, Thiago Martins de volta à zaga e Moisés no meio.

Superior por toda a partida, e contando com uma falta de sorte absurda, o Palmeiras não conseguiu furar o esquema retrancado do adversário, que veio para perder de pouco. Foram boas chances que pararam no goleiro ou em nossa própria falta de pontaria, para desespero da torcida que parecia ter esquecido o feito meio da semana, pondo pressão em nossos jogadores. 

As notícias vindas das outras partidas desanimavam: não pelos resultados, mas pela clara interferência externa, MAIS UMA VEZ. O desgosto só aumenta, e o prazer de ver o jogo se esvai. Eu mesmo tive dificuldades em prestar atenção. E com este desânimo vi o golpe de misericórdia: o gol legal e limpo de Antônio Carlos, no último lance da partida, ser injustamente anulado.

Não dá mais pra aguentar. Não há mais motivo para acompanhar. A resiliência que eu tive até nos terríveis anos do começo da década parece que se foi...








sábado, 28 de abril de 2018

22/04/2018 - Palmeiras 1x0 Internacional

Estádio do Pacaembu - Campeonato Brasileiro


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Não adianta negar: após a palhaçada da final do paulistinha e do mais que evidente favorecimento à ORCRIM, somando o fato de que não houve QUALQUER consequência aos envolvidos - a não ser a costumeira chacota da imprensa e de dirigentes "espertos" -, aquela vontade de acompanhar o Palmeiras que sempre me levou aos estádios diminuiu. Não parecia mais valer a pena passar por tanto - e, acreditem, não é pouco - para acompanhar o time, sendo que seria óbvio que no dia 12 seguinte seríamos novamente roubados, e tudo ficaria por isso mesmo.

Ainda assim, com jogo no Pacaembu - o Allianz estava reservado para o show do Radiohead -, fui acompanhar o que seria a estreia em casa do Palmeiras (após a estreia oficial fora, com empate). O time vinha de outro empate em casa, pela Libertadores, jogo que não pude acompanhar pelos compromissos profissionais.

Sob protestos - alguns deles encomendados, conforme divulgado depois -, o time jogou com pouca compactação e errava passes com frequência, irritando a torcida e aumentando o nervosismo. O adversário chegava, e a falta de confiança na defesa fazia com que os palmeirenses tivessem calafrios a cada descida. Borja errou uma cabeçada relativamente fácil após bom ataque, e o time passou a exercer alguma pressão.

Ao final do primeiro tempo, Lucas Lima enfiou para Diogo Barbosa que viu Dudu na área e cruzou com precisão para a finalização de cabeça. Gol que Dudu comemorou discretamente, enfurecendo a 'torcida' que não se conforma com "jogador que não aguenta pressão". Dias obscuros no Palmeiras.

O Palmeiras voltou igual e sofreu pressão nos 15 primeiros minutos do segundo tempo, obrigando Jaílson a fazer boas defesas. Quando conseguiu equilibrar não descia ao ataque com eficácia, e permitiu novo crescimento do adversário. Em certo lance, o bandeira assinalou incorretamente um impedimento do ataque deles: a defesa parou e Jaílson "frangou" após finalização, mas o jogo já estava parado. Lance este que gerou todo o tipo de gritaria na imprensa oportunista, além de comparações vindas dos afiliados e cúmplices da ORCRIM. Patético.

Moisés, William Bigode e Deyverson renderam Lucas Lima, Dudu e Borja, e o Palmeiras abdicou de atacar. Os últimos minutos foram de grande nervosismo, mas o resultado foi assegurado por nossa defesa que, mesmo vacilante, conseguiu tirar todos os cruzamentos e chuveirinhos que o desesperado adversário lançava em nossa área.

Mesmo sem grande atuação a vitória veio, e talvez seja o que o time precisava, mesmo que de forma 'feia', para retomar a campanha de 2018.







08/04/2018 - Palmeiras 0(3) x (4)1 ORCRIM

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



O dia em que o baixo desceu ainda mais baixo; o dia em que o Inimigo, ex-rival, recebeu formal e merecidamente o título de Organização Criminosa. O dia em que o favorecimento, o esquema, o mecanismo foi escancarado, e nada foi feito a respeito. No melhor estilo "o mundo é dos espertos", a Organização Criminosa - ORCRIM - levou o título do Campeonato Paulista, que doravante merecidamente passará a ser, em definitivo, o paulistinha.

Jamais confie, relacione-se ou tenha qualquer contato com qualquer um que tenha comemorado algo nesta data. É o atestado claro de bandidagem, de quem merece os políticos que têm.