segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

20/02/2016 - Palmeiras 0x0 Santos

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista




O Palmeiras empatara em 2x2 no meio da semana no Uruguai em sua estreia na Libertadores, o que agravou ainda mais a desconfiança que já vinha crescendo após os resultados ruins do início da temporada 2016. Para esta partida, Marcelo Oliveira manteve a formação que mostrou discreta melhora no jogo contra os uruguaios, montando a defesa com três volantes (com a inclusão de Matheus Sales no lugar de Arouca) e colocando dois meias (Dudu e Robinho) para servir Alecsandro, que substituiu o lesionado Barrios.

O sistema deu certo, fechando a defesa para que os laterais Lucas e Zé Roberto subissem e apoiassem mais. O forte calor impediu que o bom ritmo inicial se mantivesse, e o que vimos a partir dos 20 minutos foi um jogo tecnicamente fraco, com mais oportunidades para o Palmeiras até o intervalo. Nenhuma mudança foi feita nos vestiários, e a partida permaneceu na mesma pegada.

MO mudou o esquema ao colocar Gabriel Jesus no lugar de Sales, voltando aos três meias, e apesar de girarmos mais a bola a proteção à zaga sumiu: não tínhamos mais Thiago Santos 'preso' como terceiro sagueiro, e isso fazia com que ele e Jean se espalhassem mais, tendo que contar também com os laterais para cobrir os contra-ataques. O adversário cresceu e por pouco não marcou, parando em boas atuações de Vitor Hugo e Roger Carvalho (este, acertando 100% dos desarmes que tentou). Prass ainda teve grande participação, salvando um gol e crescendo sobre o atacante em outro lance, que ao tentar tirar acabou jogando pra fora.

Com uma arbitragem complacente (pancadas o jogo todo e 'rodízio de faltas' renderam cinco cartões amarelos ao adversário, todos nos últimos 20 minutos), o jogo arrastou-se para o final com o empate sem gols. A torcida pouco protestou, e na verdade apresentou faixas de apoio ("Libertadores Obsessão" e "Estamos Com Vocês"). Sinal de que é compreensível o (embora contestável) ritmo de treino no início da temporada, uma vez que disputamos o torneio continental.








segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

13/02/2016 - Palmeiras 1x2 Linense

Estádio Palestra Itália / Allianz Parque - Campeonato Paulista



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Com apenas dois titulares, o Palmeiras mais uma vez mostrou zero padrão de jogo e permitiu a vitória de virada do Linense em um jogo, de fato, horroroso. Embora seja sabido que o foco está na Libertadores, o Paulista deveria sim ter sido encarado como título a ser conquistado desde o início. O que temos agora é uma enorme desconfiança, no elenco e no técnico.

Em minha opinião, Marcelo Oliveira deveria não apenas ter montado o elenco da Libertadores e treinado forte (como aparentemente fez, de acordo com notícias, especialmente na proteção à zaga, indispensável no torneio), mas também montado um time reserva com características ofensivas, com o objetivo de observar as peças que poderiam ser úteis no time 'principal' e levar a primeira fase do Paulistão com certa tranquilidade. Temos elenco para isso. Um time reserva, que goleou o River-URU (primeiro adversário da Libertadores) em jogo treino, entrosado, seria o ideal para os jogos menores e também em coletivos contra o time titular, que precisa acertar a defesa.

Cheguei bastante atrasado, vendo a partida apenas a partir dos 18 minutos. Pelo que li e ouvi, duas boas jogadas, uma logo ao início com João Paulo e Allione, que pararam no goleiro. Allione parecia jogar de cabeça erguida, consciente, mas não conseguia criar nada convincente - apresentou limitações e sofreu com a pouca movimentação de seus pares, principalmente Egídio. Na frente, o estreante Moisés demonstrava alguma habilidade, mas parecia muito lento. Com Alecsandro, tornou o ataque do Palmeiras pesado demais.

De qualquer forma, foi de Allione o passe que Alecsandro recebeu na área, para então ser derrubado (de maneira discutível). Pênalti que Alecsandro mesmo converteu. Um minuto depois, o empate: Allione, Egídio e Vitor Hugo tiveram chances, mas ninguém parou o ataque o Linense. No segundo tempo tivemos as entradas de Régis, Érik e Cristaldo, e foi possível observar discreta melhora na movimentação. A conclusão, no entanto, não acontecia. Sofremos então a virada em uma bola esticada em que o atacante, mesmo acompanhado por Vitor Hugo, conseguiu finalizar para a defesa parcial de Prass: a bola, no entanto, morreu dentro de nosso gol. 

O time está agora sob pressão e precisa demonstrar resultados já na próxima terça-feira, na estréia da Libertadores. Claro que em momentos assim todo torcedor vira técnico, e sente-se no direito de reclamar. Eu mesmo teria feito coisas muitos diferentes, mas MO está aí e permanecerá durante o primeiro turno da fase de grupos, pelo menos. Que o time titular demonstre ter se acertado e que tenha tranquilidade para nos levar à classificação.








sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

04/02/2016 - Palmeiras 2x2 São Bento

Estádio do Pacaembu - Campeonato Paulista



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A estreia do Palmeiras de 2016 em casa na verdade acabou sendo fora dela: pelo atraso no término da reforma do gramado do Palestra, o jogo contra o São Bento de Sorocaba foi transferida para o Pacaembu. Apesar disso, a partida teve um bom público para uma noite de quinta-feira, inclusive com as tradicionais filas para compra dos ingressos na porta.

Dentro de campo o Palmeiras dominou a partida desde o começo, abrindo o placar logo no começo com Gabriel Jesus. O time de Sorocaba, mesmo pressionado, foi acertando a marcação e passou a equilibrar as coisas. Conseguiu o empate em um escanteio, e quase ao fim do primeiro tempo o mais improvável: uma falha bizonha de Leandro Almeida permitiu a virada do adversário.

Mesmo voltando um pouco melhor no segundo tempo era nítido que o time havia sentido. O São Bento jogava, como não poderia deixar de ser, com todos na defesa e com o meio congestionado. Marcelo Oliveira fez as três suubstituições, colocando Alecsandro, Érik e Régis (os dois últimos fazendo suas estreias) nos lugares de Jesus, Barrios e Jean (também estreante) - infelizmente, com a falta de entrosamento, o time ficou ainda mais perdido e sem ligação.

Ao final, quase nos acréscimos, Vitor Hugo desviou um cruzamento e marcou o empate (com a devida ajuda do zagueiro adversário). Esperamos mais deste time do Palmeiras, que no papel tem um dos melhores elencos do país. Que os erros sejam corrigidos nos "jogos treino" do Campeonato Paulista.







sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

14/01/2016 - Sampaio Corrêa 0x2 Palmeiras

Estádio Martins Pereira - Copa São Paulo de Futebol Júnior

Não pude ir ao jogo anterior, quando o Palmeiras goleou o Flamengo-SP por 4x1 e se classificou para pegar, mais uma vez, o Sampaio Corrêa na terceira fase. O Sampaio foi o líder do nosso grupo, mas o Palmeiras já estava muito mais maduro que o time que estreou na Copinha e dominou o jogo desde o começo, mas mesmo com mais volume não conseguiu abrir o placar no primeiro tempo.

No intervalo, Paulo Nobre apareceu nas tribunas e deu uma placa de agradecimento ao prefeito de São José dos Campos, pela 'acolhida' na cidade durante o campeonato. O time voltou mais ligado e tocando mais a bola. Claro que ainda há a questão dos contratos "temporários", fazendo com que muitos dos jogadores querem mostrar serviço a qualquer preço abusando das jogadas individuais.

Aos sete Kauê cruzou da esquerda para encontrar Daniel livre na área, e ele marcou o primeiro do Palmeiras (seu terceiro gol na competição). O Palmeiras então diminuiu o ritmo e chegou a levar certo sufoco, incluindo um lance em que Daniel Fuzato fez duas defesas incríveis (uma que ainda bateu na trave depois do desvio do nosso goleiro). O Sampaio foi pro tudo ou nada colocando atacantes e pondo o time pra frente, e acabou levando o segundo numa bobeada do goleiro - ele cobrou o tiro de meta fraco, rasteiro, nos pés de Felipe que calmamente limpou o lance e marcou.

Ao final os jogadores, mesmo debaixo de forte chuva, vieram comemorar a classificação com a torcida. Acredito que este gesto é muito importante para que eles sintam o que significa jogar pelo Palmeiras. O próximo confronto, nas oitavas de final, será contra o América-MG.








sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

07/01/2016 - São José FC 0x2 Palmeiras

Estádio Martins Pereira - Copa São Paulo de Futebol Júnior


Casa cheia para o confronto do Palmeiras contra um dos times locais - o São José FC (anteriormente chamado de Joseense) é o irmão caçula do São José EC, que é o time mais tradicional. O Palmeiras impôs o ritmo de jogo, mas isso não significa um bom ritmo. Na verdade, o São José pouco criou e pouco assustou, exceto por um ou dois lances em que nosso goleiro Daniel Fuzato brilhou.

O capitão Augusto, zagueiro que teve um fraco primeiro jogo, marcou um golaço de letra ainda no primeiro tempo após cruzamento de Bruno Garcia pela esquerda. No segundo tempo, quando o Palmeiras já trocava passes esperando o fim de jogo, tivemos uma bola enfiada para Artur que, após dividir com o goleiro, cruzou na área para Daniel marcar e fechar o placar.

O time demonstrou mais uma vez as falhas dos jogos anteriores, já comentadas. O técnico parece estar conhecendo os jogadores agora, já que experimentou a terceira formação diferente em três jogos, mesmo com todas as peças à disposição (exceto Jeferson, machucado, e Arancibia, suspenso). Difícil compreender como o time que 'deu liga' na Copa RS ao final de 2015 demonstra tanta dificuldade agora.

De qualquer forma, foi mais uma agradável noite. Estamos classificados, em segundo no grupo (Sampaio Corrêa bateu o Estanciano na preliminar), e pegaremos agora o Flamengo de Guarulhos na próxima fase.







quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

05/01/2016 - Estanciano-SE 0x0 Palmeiras

Estádio Martins Pereira - Copa São Paulo de Futebol Júnior

Dois jogos na Copinha, e dois empates. Jogando de branco, o Palmeiras não conseguiu vencer o Estanciano e, com o resultado do jogo preliminar (em que o Sampaio Corrêa venceu o São José) irá para a terceira partida pressionado (embora ainda dependa só de si).

Curiosidade: o time que jogou com a camisa do Estanciano, de Sergipe, é na verdade o Araponguense, do Paraná. Um acordo entre os dois clubes fez com que os jogadores do time paranaense, cujo dono é um empresário, jogassem com a camisa do clube sergipano para usar a Copinha como vitrine. O time, encardido, não pode ser considerado ruim: o trio de ataque certamente aparecerá em times principais em breve.

Já o Palmeiras mostrou a mesma desorganização de um time que acabou de se conhecer. Mesmo com mudanças em relação à partida anterior as jogadas não eram criadas. Não entendi também o que o técnico quis fazer ao inverter os laterais e os pontas: todas as nossas jogadas passaram a ser individuais, na diagonal, totalmente previsíveis para defesa adversária - sem falar no gol perdido por Kauê exatamente por não ter a perna direita para finalizar. Já a nossa defesa sofreu para parar "com pé trocado" as descidas dos adversários pelas laterais.

De qualquer forma, o jogo não foi bom pra nenhum lado, com apenas alguns lances de perigo. Ao final do jogo, ainda, Arancibia acabou expulso após perder a cabeça em um lance isolado. Este lance, além dos outros momentos de afobação e de "fome" dos demais jogadores, são típicos da categoria. Se este time se mantiver durante o ano, poderemos aspirar algo a mais em 2017. Por enquanto, apesar de ter seus bons momentos, o time como um todo não empolga.