Após a boa estreia no Brasileiro o Palmeiras iniciou a campanha pelo tetra da Copa do Brasil em casa, já pelas oitavas-de-final. O clima era excelente e o time (com a mesma formação da goleada) foi pra cima, preenchendo os espaços e ensaiando uma pressão, embora não conseguisse boas finalizações. O adversário, também bem encaixado, equilibrou a partida e o jogo ficou aberto: boas oportunidades (e sustos) de ambos os lados.
Após diversas tentativas o Palmeiras encontrou seu gol: Felipe Melo tocou para William na direita, que fez grande jogada e enxergou Borja na área; o cruzamento veio rasteiro, mas antes de chegar ao nosso centroavante a bola foi cortada pelo zagueiro, que acabou marcando contra. Borja teve excelente oportunidade mas errou por pouco o último toque. De qualquer forma, fomos para o intervalo com vantagem.
Na volta, sem mudanças, o Palmeiras bombardeou a meta adversária com Dudu, Jean, Mina, Guera, e uma linda bola de William de fora da área que contou com intervenção milagrosa do goleiro. Com o ritmo intenso, o time recuou e acabou chamando o adversário, que quase marcou - Fernando Prass fez uma defesa espetacular a queima-roupa. Cuca experimentou algumas variações, clocando Roger Guedes no lugar de Borja, e mandando Fabiano e Erik a campo nos lugares de William e Guerra. Se referência, o time jogou leve e mostrou uma variação interessante, mas não houve tempo para muito mais.
No último minuto, porém, Dudu fez o pivô e saiu em disparada para o ataque. Erik, sozinho pelo meio, era gol certo, mas Dudu levou sozinho e acabou batendo em cima do goleiro. Que não faça falta no próximo dia 31, na partida de volta, fora de casa.
Exatamente um ano depois da estreia do Brasileiro 2016 o Palmeiras voltou ao Palestra Itália para vencer, e mais uma vez por quatro a zero. A partida foi cercada de festividades e participações especiais (atores, DJs), pois tratava-se de abertura oficial do campeonato tendo seu Campeão em campo - o Palmeiras recebeu oficialmente o patch de campeão em cerimônia anterior ao jogo. Além disso, é claro, o time contava com o retorno do técnico Cuca, substituindo Eduardo Baptista (desligado após a derrota pela Libertadores na Bolívia).
Impulsionado pela troca no comando e pela torcida de mais de 33 mil presentes, o Palmeiras começou com tudo e amassou o adversário em seu campo de defesa. De volta ao 4-2-3-1, Tchê Tchê voltou a mostrar o excelente futebol e a saída de bola funcionou muito bem, fazendo com que as jogadas saíssem com naturalidade. Logo aos seis minutos pênalti em Dudu que Jean bateu bem e converteu. Poderíamos ter aumentado com certa facilidade, mas faltou inspiração ao ataque e o tempo passou.
O adversário se arrumou e partiu pra cima, criando oportunidades e envolvendo nossa defesa. Deixamos eles gostarem do jogo, e com isso Prass precisou fazer algumas intervenções. Com modificações táticas no decorrer do primeiro tempo (grande Cuca), o Palmeiras encaixou a marcação e partiu pra cima, marcando o segundo com Guerra, aos 40, após rebatida do goleiro. Levamos um susto, uma bola na trave após recuo mal feito de Jean, mas fomos para o intervalo com a vantagem de dois gols.
No segundo tempo o Palmeiras voltou avassalador, e no primeiro minuto Tchê Tchê fez boa jogada pela direita, cruzando na medida para que Borja mergulhasse para marcar o seu. O Palmeiras dominou completamente a partida, e sobrou em campo, criando jogadas que por detalhes não deixaram o placar ainda mais elástico. Aos 33, novo pênalti em Dudu e Borja guardou mais um, fechando a goleada.
Grandes expectativas para mais este campeonato, que tem tudo para ser mais disputado que o de 2016. Estaremos na torcida.
Mesmo empurrado por quase 40 mil torcedores o Palmeiras não conseguiu reverter o desastroso placar do primeiro jogo da semifinal, em que perdera por três a zero, e despediu-se do Campeonato Paulista. Muitas são as explicações para tão apático primeiro tempo em Campinas na semana anterior, mas a verdade é que o Verde entregou um campeonato que tinha plenas condições de levar. Demos adeus à primeira (e, convenhamos, menos importante) competição do ano.
O Palmeiras começou o jogo em cima do adversário, como não poderia deixar de ser, mas não conseguiu conversar algumas boas oportunidades em gols. A retranca funcionou, e o cansaço surgiu ao final do primeiro tempo. O time ainda insistiu, com bolas na trave e lances que incluíram um pênalti não marcado, mas acabamos indo para o intervalo com o empate sem gols.
Sem mexidas ao início do segundo tempo, o Palmeiras pressionava mas já nas bolas alçadas e giradas de jogo sem muita assertividade. Eduardo tentou organizar o time trocando Tche Tche por Michel Bastos, e logo depois pôs William no lugar de Borja. A melhor formação que vimos até aqui neste ano foi a de Borja centrado na área COM William flutuando, e era como deveríamos ter seguido, em minha opinião. Baptista ainda pôs Keno no lugar de Egídio, e o Palmeiras foi para o abafa. Aos 37, finalmente fizemos o gol com Felipe Melo, mas foi só: o trágico primeiro tempo em Campinas nos tirou do campeonato. Que aprendamos as lições e sigamos fortes nas demais competições.
Noite de Libertadores, e isso já descreve todo o clima e a tensão ao redor do Palestra. Foi meu segundo jogo contra o Peñarol, embora o primeiro (Libertadores de 2000, com decisão nos pênaltis) não esteja neste blog porque eu perdi o ingresso. Hoje vivendo de história, o adversário havia sido goleado na primeira rodada, e chegava apenas com o peso da camisa. Odeio os termos "catimba", esperteza, cera, e tudo mais, mas eles descrevem exatamente o que é jogar contra times de outros países do continente, e aqui não foi diferente. Tudo com a complacência do juiz, um completo imbecil que veio mal-intencionado e quase conseguiu cumprir seu objetivo.
Repetindo a formação com William aberto ao lado de Guerra e Dudu, o Palmeiras começou a partida devagar. Aos poucos aumentou seu volume de jogo, fazendo com que o gol parecesse ser questão de tempo. Foi em um lance de bola parada, porém, que os uruguaios abriram o placar: após escanteio, falha de nossa marcação e gol de cabeça. A partida tornou-se insuportável a partir daí, pela cera dos visitantes (reitero, com a complacência do juiz) e pelo nervosismo dos nossos jogadores. Ficamos na verdade mais próximos de levar o segundo que de empatar, mas o placar permaneceu até o intervalo.
Sem mudanças, o Palmeiras ativou o rolo compressor e jogou como nunca no início do segundo tempo. Logo no primeiro minuto de jogo Fabiano recebeu e cruzou de perna trocada; Borja não conseguiu finalizar e a bola sobrou para William, que marcou o gol de empate. O clima mudou completamente, e logo depois a virada: Borja buscou Guerra que, contando com a falha do zagueiro, dominou e partiu pra área, tocando para Dudu que finalizou com tranquilidade. Mantendo o ritmo, o Palmeiras ainda teve um pênalti marcado a seu favor antes dos dez minutos. Borja isolou a bola no lance que seria a pá de cal.
Mal sabíamos. Após o Palmeiras desacelerar e não manter a postura dos minutos iniciais o jogo ficou mais equilibrado. A melhor chance foi nossa, em bola de Tche Tche tirada pelo zagueiro em cima da linha (e ainda batendo no travessão), mas logo em seguida, novamente em um lance de bola parada, levamos o empate. Cobrança de falta na área, nova falha de nossa defesa, cabeçada a queima-roupa que Prass defendeu de forma espetacular, mas no rebote não teve jeito. Dois a dois. E aí nervos foram embora, principalmente por causa da catimba não coibida pelo juiz - na verdade ele mesmo fez cera, podem ver no vídeo.
Sem se abater, o Palmeiras foi pra cima. Linda enfiada de bola de Guerra para William, que invadiu a área, driblou o goleiro e bateu alto para o gol vazio... e a bola explodiu no travessão. Um pecado, talvez a melhor chance até ali. Outros lances de menos perigo seguiam-se enquanto o relógio corria, e a cera cada vez mais insuportável. Já nos acréscimos, confusão generalizada - que parou o jogo por cinco minutos - envolvendo expulsão do técnico adversário, bloqueio de cobrança rápida de uma falta na lateral e a BIZARRA expulsão do Dudu. Com um a menos, o Verde foi pra pressão final. Fabiano tentou de cabeça, mas o goleiro jogou pra escanteio. Cobrança de Bastos, e novamente Fabiano subiu pra testar, e desta vez com endereço. A bola bateu na trave e entrou, selando a vitória alviverde.
Como comentado no último jogo, a evolução foi mais uma vez nítida apesar dos apagões na defesa. Era pra ter sido pelo menos 5 a 2. Guerra foi o melhor do time, substituído apenas por cansaço. Perdemos Dudu para o jogo de volta (ou seja, objetivo do juiz foi "meio" cumprido), mas cabe a Eduardo substituí-lo a altura. Temos as peças, temos a garra e a vontade. Palmeiras, ao menos neste começo, com pinta e sorte de campeão. Não dá pra negar!
Jogando no Pacaembu graças aos shows marcados para o Palestra, o Palmeiras pegou o Novorizontino na segunda partida das quartas-de-final do Paulista com uma grande vantagem e a classificação quase garantida. Ainda assim, jogou com propriedade e seriedade que sempre cabem, e despachou o adversário de vez. A partida foi numa sexta-feira, também porque o Palmeiras já mirava o confronto pela Libertadores, na quarta seguinte.
Guerra era responsável pela armação no meio, com Dudu e William Bigode pelas pontas e Borja na frente. Zé Roberto voltava no lugar de Egídio, e cobria a marcação junto à zaga e a Felipe Melo, deixando apenas Fabiano subindo pela direita. Sem muitas armas, o adversário esperava uma bola como a conseguida no primeiro jogo, e com isso o Palmeiras dominou a partida desde o início. Em um lance fortuito, Tchê Tchê bateu fraco pro gol e a bola acabou achando William no caminho, que dominou e bateu para abrir o placar.
Mesmo levando alguns sustos em bolas isoladas, o Palmeira manteve o domínio no segundo tempo e as jogadas saíam com naturalidade. Eduardo pôs Thiago Santos e Michel Bastos nos lugares de Felipe Melo e William, e Michel logo de cara encaixou um toque para Guerra, que passou para Borja disparar um torpedo e marcar o segundo gol. No final do jogo, Dudu ainda tabelou com Alecsandro (que substituíra Borja) e bateu de fora da área, marcando o seu.
O time se comportou muito bem e aqueles que entraram deram ainda mais qualidade ao grupo, com trazendo variações táticas importantes para furar defesas. Independentemente da fragilidade do adversário, o time se comportou bem e Eduardo parece ter mesmo o elenco nas mãos. Parecemos prontos para o Peñarol e demais desafios da temporada.